Picardia com Musk “gerou 50 milhões em publicidade grátis”. CEO da Ryanair quer mais
O CEO da Ryanair antecipa que o uso de Wi-Fi nos aviões será grátis dentro de quatro a cinco anos, quando a instalação do sistema não provocar um acréscimo significativo no custo com combustível.
O CEO da Ryanair esteve em Lisboa esta quarta-feira e a recente picardia com Elon Musk, dono da rede social X, foi um dos temas da conferência de imprensa. Michal O’Leary afirmou que o episódio trouxe 50 milhões de euros em publicidade grátis para a companhia aérea e um aumento de vendas.
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“Se ele perguntar ao seu modelo de IA, o Grok, ele confirmará que a posição da Ryanair está correta”, começou por afirmar o CEO da Ryanair na conferência de imprensa realizada em Lisboa. “Colocar esta antena cria uma penalização no consumo de combustível equivalente a 200 milhões de dólares por ano”, afirmou O’Leary, a quem Musk chamou de “retarded twat“, que num português não ofensivo pode ser traduzido para “parvalhão completo”.
O dono da Tesla criticou na sua rede social X o CEO da Ryanair por recusar instalar o sistema da Starlink para ter Wi-Fi dentro das aeronaves, ameaçando mesmo adquirir a empresa para o despedir.
[Picardia com Musk] já gerou cerca de 50 milhões de dólares em publicidade grátis para a Ryanair e para o X, nas últimas duas semanas. Se conseguirmos encontrar algo para manter a disputa, podemos gerar mais 50 milhões
O’Leary afirmou que a picardia com Elon Musk “já gerou cerca de 50 milhões de dólares em publicidade grátis para a Ryanair e para o X, nas últimas duas semanas. Se conseguirmos encontrar algo para manter a disputa, podemos gerar mais 50 milhões”. Disse ainda que visitas nos EUA ao site da Ryanair “aumentaram 200%”. Disse também que as reservas cresceram 3% face ao que seria normal para este período. “Talvez não seja muito bom para a minha reputação, mas não me importo nada com isso”.
O CEO da Ryanair até deixou elogios ao sistema da Starlink — “é muito bom” — mas considerou que a tecnologia ainda não está no ponto certo, porque requer a colocação de uma caixa grande com uma antena no topo do avião.
Wi-Fi a bordo vai ser grátis
O’Leary citou estimativas da Starlink de que metade dos passageiros estarão dispostos para pagar quatro ou cinco euros para ter wi-fi a bordo, mas que as da Ryanair apontam para que apenas 5% o faça. “As pessoas já têm a Netflix instalada. Já vem com os seus próprios sistemas”, sustentou.
O gestor acredita, no entanto, que a utilização de wi-fi aviões dentro dos aviões será grátis a prazo. “Inevitavelmente será grátis dentro de quatro ou cinco anos, mas só quando a ligação por satélite puder ser instalada no nariz do avião, na traseira ou na zona das bagagens”, antecipou.
A Ryanair anunciou esta quarta-feira um número recorde de rotas para Portugal para o verão. A companhia aérea low cost vai operar 160 rotas, incluindo quatro novas: uma a partir de Faro, para Varsóvia, e três a partir do Porto, com destino a Gotemburgo, Rabat e Varsóvia. Michael O’Leary anunciou também “a 12ª aeronave baseada em Faro, um investimento adicional de 100 milhões de euros”. Em Lisboa não haverá qualquer crescimento.
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