Famel procura investidor para acelerar uma nova scooter. Veja aqui fotos
Com a moto de estrada já em testes de homologação - cujo passo mais exigente se dará nesta terça-feira - a renascida marca portuguesa já tem um protótipo daquele que poderá ser o seu produto rei.

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A Famel está a escassos meses de lançar no mercado o seu primeiro modelo do século XXI, mas a estratégia não se fica pela E-XF, nome que remete para o grande sucesso na imagem da marca, a rápida e muitas vezes letal XF. A marca, renascida pela mão de Joel Sousa, está já a trabalhar no desenvolvimento de uma scooter, igualmente com motor elétrico.
O engenheiro mecânico está já à procura de um novo investidor para potenciar o crescimento e ir ao encontro das exigências de uma marca que se quer lançar no mercado em Portugal e noutros países europeus. O objetivo financeiro está traçado: “precisamos de capital seed entre um milhão e dois milhões e meio”. No cenário mais conservador desta banda, o milhão de euros valerá “para colocar as primeiras unidades na estrada”.

Na visão mais otimista desta captação de capital, assume-se que 1,5 milhões adicionais serão “para marketing e trazer outro produto, a scooter. A scooter é onde vemos que está o potencial grande de mercado. Queremos usar a mesma plataforma para colocar na scooter, aumentar a escala e aumentar a margem, para tornar o negócio mais sustentável”.
A scooter é onde vemos que está o potencial grande de mercado. Queremos usar a mesma plataforma para colocar na scooter, aumentar a escala e aumentar a margem, para tornar o negócio mais sustentável
O CEO do fabricante de motos Famel no século XXI assegura que “um monoproduto é sempre muito complicado, porque o produto não consegue dar resposta ao B2B [business to business]”, o qual se traduz, entre outros canais, na logística e distribuição dos produtos. “Queremos avançar com o desenvolvimento da scooter. Parte do investimento seria para multiplicar a equipa e dar resposta a este potencial”.
Sem restrições ao perfil de investidor ou nacionalidade, Joel Sousa admite que um construtor de motos com rede de concessionários seria o ideal.

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