Participada da família Azevedo vende portefólio de energia solar a fundo britânico
A empresa Capwatt, que tem sede da Maia e pertence à Prismore Capital (ex-Sonae Capital Industrials), vendeu 68 megawatts em Portugal e Espanha a um fundo gerido pela britânica SDCL.
A Capwatt, participada da família Azevedo, vendeu um portefólio de projetos de energia solar a um fundo gerido pela britânica Sustainable Development Capital LLP (SDCL). A empresa da Maia, que pertence à Prismore Capital (antiga Sonae Capital Industrials), vendeu 68 megawatts (MW) em Portugal e Espanha ao Global Energy Transition Fund (GETF).
Escolha o ECO como fonte preferida no Google
O portefólio solar é behind-the-meter – a energia gerada ou armazenada pode ser utilizada internamente – e integra ativos já operacionais, em construção e em desenvolvimento na Península Ibérica para os setores da indústria transformadora, agroalimentar, embalagens ou materiais de construção.
Este é o primeiro investimento do GETF no mercado solar ibérico e visa expandir a sua plataforma de energia solar comercial e industrial. A previsão é que o investimento ultrapasse os 100 milhões de euros ao longo do próximo ano.
Fundada em 2008, a Capwatt está presente em Portugal, México, Espanha, Itália e Polónia, e gere um conjunto de projetos de energia solar, eólica, armazenamento de energia, cogeração, biometano e metanol verde. No âmbito deste acordo, apesar de ser uma venda, a empresa especializada em energias renováveis vai manter “um papel estratégico” enquanto gestora dos ativos.
Para o CEO da Prismore Capital, Miguel Gil Mata, a parceria é a base para um acordo de longo prazo e representa “um marco estratégico no percurso de crescimento da Capwatt, reforçando a sua posição como um dos principais developers de soluções de energia sustentável na Península Ibérica”.
“O investimento da SDCL demonstra uma forte confiança na qualidade e no valor de longo prazo dos seus projetos, bem como na capacidade da Capwatt para desenvolver e gerir ativos de elevado desempenho que impulsionam a transição energética”, defende o gestor, que lidera a sociedade onde estão os ativos industriais das antigas Sonae Capital e Sonae Indústria.

O fundador e CEO da SDCL, Jonathan Maxwell, considera que a compra dará ao fundo GETF “exposição a um dos principais mercados de transição energética da Europa”. “A dimensão do portefólio demonstra as fortes oportunidades para soluções de eficiência energética nos setores comercial e industrial no sul da Europa, e estamos ansiosos por expandir a nossa plataforma na região”, acrescenta o investidor.
O GETF angariou cerca de 650 milhões de euros em outubro de 2023 e já comprometeu mais de 75% deste montante em projetos e empresas de infraestruturas energéticas, além de beneficiar também do apoio da União Europeia ao abrigo do fundo InvestEU.
No passado, em 2022, o SDCL – através do Energy Efficiency Income Trust (SEEIT) – fez negócios com a Capwatt ao investir 22 milhões de euros para comprar uma participação de 80% num projeto de biomassa em Mangualde, no distrito de Viseu.
Assine o ECO Premium
No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso.
De que forma? Assine o ECO Premium e tenha acesso a notícias exclusivas, à opinião que conta, às reportagens e especiais que mostram o outro lado da história.
Esta assinatura é uma forma de apoiar o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente, rigoroso e credível.
Comentários ({{ total }})
Participada da família Azevedo vende portefólio de energia solar a fundo britânico
{{ noCommentsLabel }}