Presidente da República pede que se acelere auditoria ao Novo Banco

  • ECO e Lusa
  • 10 Agosto 2020

Marcelo Rebelo de Sousa reiterou que se acelere a “auditoria e todo o tipo de investigação e apuramento da realidade relativamente ao Novo Banco” após notícia da venda a desconto de 70% da GNB Vida.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, reiterou esta segunda-feira o apelo para que se acelere a “auditoria e todo o tipo de investigação e apuramento da realidade relativamente ao Novo Banco” no sentido de que seja garantido um rápido esclarecimento de quaisquer dúvidas que possam existir em torno da instituição.

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“O Governo tomou uma posição sensata — que é a minha posição já há muito tempo — que é acelerar e pedir que se acelere a auditoria e todo o tipo de investigação e todo o tipo de apuramento da realidade relativamente ao Novo Banco“, disse Marcelo de Sousa aos jornalistas durante uma visita a Armação de Pêra, no Algarve, em declarações transmitidas pela RTP3.

O Presidente da República disse ainda esperar que esse esclarecimento “se concretize o mais rápido possível”, lembrando que “é importante para o esclarecimento dos portugueses” já que “indiretamente os portugueses estão envolvidos pela garantia do Estado ao fundo de resolução”.

Em causa a notícia desta segunda-feira do Público que revela que o Novo Banco vendeu em outubro uma seguradora — a GNB Vida — com desconto de quase 70% a fundos geridos pela Apax, operação que gerou uma perda de 268,2 milhões e foi compensada com verba do Fundo de Resolução.

Segundo o jornal, o negócio foi fechado com um magnata condenado por corrupção nos Estados Unidos.

Esta polémica surge depois de, no mês passado, o jornal Público ter igualmente denunciado a venda de imóveis com prejuízo a um fundo anónimo.

Nascido na resolução do BES (em 3 de Agosto de 2014), 75% do Novo Banco foi vendido em outubro de 2017 ao fundo de investimento norte-americano Lone Star, mantendo o Fundo de Resolução bancário 25%, numa solução acordada entre Banco de Portugal e Governo.

Nos últimos meses, os termos do contrato têm sido muito contestados (desde logo o mecanismo de capital contingente que prevê que até 2026 o Fundo de Resolução compense o Novo Banco até 3.890 milhões de euros por perdas num conjunto de ativos, dos quais o banco já foi buscar 2.976 milhões de euros) e têm sido noticiados negócios suspeitos, motivando duras críticas de todos os quadrantes políticos.

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