Pedro Marques no ECO Talks: “O maior desafio foi passar do powerpoint à obra”

Esta terça-feira o ministro do Planeamento, responsável pela elaboração do Programa Nacional de Reformas, é o protagonista do ECO Talks. Veja aqui quais são os principais números deste documento.

O Programa Nacional de Reformas (PNR) foi aprovado, em conjunto com o Programa de Estabilidade, na passada quinta-feira em Conselho de Ministros. Este é o documento que atualiza a estratégia do Governo para o período 2016-2021 e são vários os números que pontuam as 83 páginas do PNR. O ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, está esta terça-feira no ECO Talks, que se realiza no Altis Belém, para analisar as medidas que o Executivo tem preparadas para os próximos anos.

As medidas relacionadas com as pensões, por exemplo, vão implicar uma despesa de cerca de dois mil milhões de euros. Em 2017, no âmbito do Portugal 2020, será criado um novo Fundo de Capital de Risco, com uma dotação acumulada de 200 milhões de euros, direcionado para atrair investidores internacionais. Com os fundos comunitários, o Governo espera alcançar “um investimento previsto de mais de 4,2 mil milhões de euros a realizar maioritariamente até final de 2017”, refere o PNR. Para a qualificação dos portugueses estão destinados 109 milhões de euros.

No cenário macroeconómico internacional, o Governo espera que o preço médio do Brent (petróleo) se fixe nos 56,60 dólares em 2017. O Executivo espera que a procura externa “relevante” cresça 4% ao ano até 2021 e que o investimento (Formação Bruta de Capital Fixo) atinja suba 4,8% em 2017, depois de uma ligeira descida de 0,1% em 2016. Estas são algumas das previsões sobre as quais os ministros traçaram o futuro do país. Pedro Marques vai responder esta terça-feira a questões sobre esta estratégia que vai para além da atual legislatura, a qual termina a 2019. Acompanhe aqui o live blog, a partir das 9h00.

18 Abril, 20179:05

Bom dia. O ECO Talks com o ministro Pedro Marques está prestes a começar. O foco será o Programa Nacional de Reformas.

Tiago Varzim
18 Abril, 20179:07

A primeira questão é relacionada com o acidente de Tires. As circunstâncias “exigem uma investigação muito detalhada”, refere o ministro, acrescentando que o relatório será concluído no prazo de um mês.

Tiago Varzim
18 Abril, 20179:09

“A natureza da aeronave em causa e a natureza da situação toda é suficientemente desconhecida para estarmos a fazer algum tipo de conclusão sobre a ocorrência e sobre as suas consequências”, explica o ministro do Planeamento, referindo que este setor é de “elevadíssima segurança”, aprendendo com as causas do acidente.

Tiago Varzim
18 Abril, 20179:10

“Julgo que a avaliação serena das causas do acidente é a melhor forma de garantirmos a segurança de pessoas e bens no futuro”, argumenta Pedro Marques, referindo que é “muito cedo” para fazer mais comentários e avaliar o caso. “Nesta fase o essencial é apoiar as famílias, as pessoas envolvidas, avaliar as causas concretas”, conclui. A atividade em Tires continuará para já, diz o ministro, referindo que não tem indicação do regulador em contrário.

Tiago Varzim
18 Abril, 20179:13

O assunto passa a ser agora a solução do aeroporto de Lisboa + 1. “O memorando celebrado com a ANA há pouco mais de um mês determinou que a concessionário pode apresentar uma proposta ao Governo que corresponda a essa solução”, explica Pedro Marques, referindo que “temos todas as razões que corresponde” à urgência da necessidade de haver mais capacidade para transportar mais passageiros. “Há questões de segurança e ambientais” ainda a processar, nomeadamente os padrões de migração de aves.

Tiago Varzim
18 Abril, 20179:15

key Operadoras não serão obrigadas a mudar-se

“A Easyjet tem um modelo de operação diferente das outras low costs”, explica Pedro Marques, referindo que o modelo é “um pouco mais híbrido”, em contraste com as low costs “tradicionais”. “É uma solução muito próxima da cidade de Lisboa, tendo a capacidade de ligação rápida ao centro”, acrescente o ministro do Planeamento.

“Ninguém é obrigado a mudar-se para o aeroporto A ou B”, garante, referindo que não o pode fazer, segundo as regras internacionais.
Tiago Varzim
18 Abril, 20179:19

“Se a solução aeroportuária não fosse desta natureza, com um custo tão contido, não podia caber nas receitas aeroportuárias”, explica Pedro Marques, referindo que em alternativa o Estado poderia ser obrigado a entrar nesse financiamento.

Tiago Varzim
18 Abril, 20179:24

key Hoje a TAP está uma empresa capitalizada”

“Quando quiser anunciar em definitivo a equipa da TAP farei”, responde o ministro das Infraestruturas, quando confrontado sobre a nomeação de Miguel Frasquilho, ex-presidente da AICEP, para presidir a empresa de aviação.

“O que aconteceu em 2016 à TAP conjugou a estabilidade” da empresa, depois da privatização do anterior Governo, “com os contornos que foram conhecidos”, em 2015. “Essa estabilidade foi alcançada com o modelo” em que o acionista privado mantém-se.

“Hoje a TAP está uma empresa capitalizada”, garante Pedro Marques, referindo que a empresa tem um plano estratégico “que já está a ser cumprido”. “Estou satisfeito com a parceria que estabelecemos até agora”, acrescenta, referindo que “a renovação da frota nos próximos anos vai ser impressionante”.
Tiago Varzim
18 Abril, 20179:27

O assunto passa a ser o Programa Nacional de Reformas aprovado na passada quinta-feira. “O que arrepia o Governo e os portugueses foi o tipo de reformas feitas nos últimos anos“, responde o ministro, referindo que as medidas do Governo na estabilidade do sistema financeiro, de ajustamento orçamental e de devolução de rendimentos.

“A estabilização dos rendimentos das famílias não era só uma questão” social, refere o ministro do Planeamento, mas também das empresas que pediam isso nos inquéritos que respondiam.

“Quando me dizem que o Governo não faz reformas importantes”, diz o ministro, contrapõe com, por exemplo, o programa de qualificação e formação profissional dos portugueses, principalmente dos adultos, “é uma reforma”.

Tiago Varzim
18 Abril, 20179:33

“Não foi uma opção da Troika terminar com a qualificação dos adultos“, ataca o ministro do Planeamento. “Foi uma opção que não quero chamar ideológica”, refere Pedro Marques, dizendo que não consegue compreender essa opção governativa. “Sim, isso é uma reforma estrutural que voltou a ser feita agora”, acrescenta.

Pedro Marques explica agora o que está a ser feito a nível da recapitalização das empresas portuguesas, referindo o Programa Capitalizar e as linhas de financiamento que o Executivo criou. “Se vamos ver os resultados [no futuro] é porque já estamos a reformar”, responde o ministro às críticas de que este PNR é pouco reformador.

Tiago Varzim
18 Abril, 20179:38

key “Esta não é uma agenda para hoje nem amanhã”

Pedro Marques garante que “o pilar da inovação” será uma das prioridades do Governo, nomeadamente o projeto Startup Portugal e os apoios do Portugal 2020. “No ano passado aprovámos mais de 5 mil milhões de euros do investimento das empresas portuguesas do Portugal 2020”, explica o ministro do Planeamento, referindo que parte desse investimento é para setor “expostos à concorrência”. “Este é um grande avanço que se deu em 2016”, garante.

Além disso, Pedro Marques destaca os investimentos na ferrovia e nos portos, nomeadamente em Sines, Leixões e Barreiro. Esses investimentos significam investimento em exportações, refere, acrescentando outros exemplos como a ligação a Espanha pela linha do Minho. Ou seja, no fundo, um investimento para o transporte de mercadorias.

“Esta não é uma agenda para hoje nem amanhã”, defende. “Esta é uma grande transformação estrutural“, argumenta Pedro Marques, referindo os investimentos na ferrovia. “Em vez de chegarmos e rasgarmos e começar de novo, (…) decidimos que não íamos fazer isso outra vez”, explica o ministro, criticando os anteriores Governos por essa rotura. “O maior desafio foi passar do powerpoint à obra“, conclui. O ministro garante que a obra já está a acontecer.

Tiago Varzim
18 Abril, 20179:40

Pedro Marques, ministro do Planeamento e das Infraestruturas, garante: “Ninguém é obrigado a mudar-se para o aeroporto A ou B”.

Foto: ECO

João Santana Lopes
18 Abril, 20179:41

Sobre os atrasos de execução do Portugal 2020, Pedro Marques garante que estão em “velocidade de cruzeiro”. “Posso dizer hoje que estamos acima na execução do QREN”, refere o ministro, destacando a aceleração dos pagamentos dos apoio às empresas. “Estamos com uma dinâmica muito maior do que a que tivemos no ano passado”, acrescenta. “Estamos tranquilamente em velocidade de cruzeiro“, garante. Esse ritmo traduz também uma “procura recorde” da parte das empresas, “o que não acontecia há uma década”.

Tiago Varzim
18 Abril, 20179:44

Pedro Marques responde às críticas feitas ao Governo sobre o corte no investimento público em 2016. O ministro do Planeamento diz que essa diminuição é natural pela mudança de programa de fundos comunitários. “Há um ciclo de programação do investimento público que não permite um estalar de dedos para se investir amanhã”, explica Pedro Marques.

“A boa notícia é que em 2017 vamos ter um excelente nível de execução do investimento público“, garante o ministro do Planeamento, referindo que no Programa de Estabilidade reviu em alta dos 22% para os 33% do aumento homólogo do investimento público este ano.

Tiago Varzim
18 Abril, 20179:48

Questiona-se agora a relação entre o investimento público e o ano de eleições autárquicas. Pedro Marques diz haver dois truques na comparação que Miguel Poiares Maduro, o ex-responsável pelos fundos comunitários no Governo anterior, fez em entrevista ao ECO. O atual ministro refere uma inclusão estatística e também o uso de fundos para despesa pública, criticando a falta de seriedade na discussão.

“Portugal historicamente sempre foi um bom executor de fundos”, garante Pedro Marques, recordando os elogios de Bruxelas. “O quadro que estamos a executar foi negociado pelo anterior Governo”, justifica o ministro do Planeamento, rejeitando a ideia de que as autarquias estão a aproveitar em demasia os fundos em ano de eleições.

Tiago Varzim
18 Abril, 20179:49

A reabilitação das escolas, redes de água, património histórico e cultura, entre outros investimentos, vão “transformar positivamente o nosso território”, garante Pedro Marques, referindo que não se pode criticar o Governo de não fazer investimento para melhorar o défice e depois criticar o investimento que está a ser feito.

Tiago Varzim
18 Abril, 20179:51

“O país fez um conjunto de debates muito alargado no ano passado” para este documento para a legislatura, sendo que a atualização feita este ano é de monitorização e avaliação do PNR. “Estou curioso para ouvir os resultados dos debates de amanhã”, refere Pedro Marques, face às declarações de Passos Coelho sobre a estratégia do PS para 2016: se esta funcionasse, recomendaria o voto nos socialistas, recordou Pedro Marques.

Tiago Varzim
18 Abril, 20179:52

Pedro Marques, ministro do Planeamento e das Infraestruturas: “Esta não é uma agenda para hoje nem amanhã”.

Foto: ECO

João Santana Lopes
18 Abril, 20179:54

Fala-se agora do enquadramento macroeconómico dos próximos anos, nomeadamente a nível de défice e de dívida pública. “Entregámos um défice abaixo do que estava no Orçamento inicial”, começa por dizer o ministro, referindo ainda que isso foi feito ao mesmo tempo que se recuperava rendimentos, uma das principais reivindicações feitas pelo atual Executivo.

“O país tem que conjugar estabilidade macroeconómica e melhoria da condição social”, argumenta Pedro Marques, referindo os bons resultados da taxa de desemprego, mas também do défice. “O país não pode abandonar uma trajetória de estabilidade orçamental”, defende o ministro do Planeamento, referindo que o crescimento económico terá de ser maior para ajudar a diminuição da dívida pública, assim como os excedentes orçamentais. “O país precisa de se libertar a um conjunto de amarras que tem por causa da sua dívida pública”, conclui.

Tiago Varzim
18 Abril, 20179:57

Pedro Marques, ministro do Planeamento e das Infraestruturas: “Não foi uma opção da Troika terminar com a qualificação dos adultos”.

Foto: ECO

João Santana Lopes
18 Abril, 20179:57

Questionado sobre o acordo com o PCP, BE e PEV, Pedro Marques recorda o que foi feito nos dois Orçamentos anteriores para sustentar a continuação do caminho que será feito no Orçamento de Estado para 2018. “A capitalização da CGD é algo que nos une”, exemplifica. Pedro Marques refere que a estabilidade orçamental “é um meio para atingir um fim” — “uma sociedade mais equitativa” — acrescentando que as finanças públicas são o pilar desse objetivo.

Tiago Varzim
18 Abril, 201710:00

Sobre a venda do Novo Banco ao Lone Star, Pedro Marques responde que “a diversificação das origens dos acionistas das estruturas acionistas do sistema financeiro português é positivo”. O ministro do Planeamento reforça a ideia de que a estabilidade das estruturas acionistas é um dos principais objetivos do Governo.

Questionado sobre a conversão dos obrigacionistas, Pedro Marques justifica que essa transição é “voluntária”, dado que não é obrigatória, ao contrário de decisões passadas que criaram desconfiança nos mercados, refere o ministro, recordando a decisão do Banco de Portugal no final de 2015.

Tiago Varzim
18 Abril, 201710:02

“A manutenção de um spread tão grande em relação à Itália, Espanha e Alemanha, parece mostrar que os mercados já descontaram” uma possível descida do programa de compras do BCE. Esta é a tese defendida por Pedro Marques em resposta à questão sobre se espera um agravamento da taxa de juro da dívida portuguesa, referindo no entanto que é difícil prever. “Os maiores riscos que subsistem é a incerteza internacional”, acrescenta o ministro do Planeamento, referindo por exemplo as eleições francesas. “Somos uma economia muita aberta e sobretudo muito inserida no espaço europeu”, explica, referindo que quer uma Europa com mais “estabilidade”.

Tiago Varzim
18 Abril, 201710:03

Pedro Marques, ministro do Planeamento e das Infraestruturas: “O país precisa de se libertar a um conjunto de amarras que tem por causa da sua dívida pública”.

Foto: ECO

João Santana Lopes
18 Abril, 201710:04

“Eu confio que os europeus também em cada momento, nas eleições importantes, façam escolhas europeístas, de uma Europa integrada e mais forte”, conclui o ministro do Planeamento.

O assunto passa agora a ser as avaliações das agências de rating, nomeadamente a DBRS que se pronuncia esta sexta-feira sobre o rating da República. “Já está na altura pelo menos de os outlooks serem mais positivos“, argumenta Pedro Marques, recordando as vitórias do Governo no ano passado no plano orçamental e económico. “A economia está a crescer, o investimento está a crescer, estamos a atrair muito investimento no setor da inovação e estrangeiro”, acrescenta o ministro do Planeamento.

Tiago Varzim
18 Abril, 201710:04

“Eu confio que os europeus também em cada momento, nas eleições importantes, façam escolhas europeístas, de uma Europa integrada e mais forte”, conclui o ministro do Planeamento.

O assunto passa agora a ser as avaliações das agências de rating, nomeadamente a DBRS que se pronuncia esta sexta-feira sobre o rating da República. “Já está na altura pelo menos de os outlooks serem mais positivos“, argumenta Pedro Marques, recordando as vitórias do Governo no ano passado. “A economia está a crescer, o investimento está a crescer, estamos a atrair muito investimento no setor da inovação e estrangeiro”, acrescenta o ministro do Planeamento.

Tiago Varzim
18 Abril, 201710:06

“Alguns analistas já dão sinais de que as agências possam olhar de forma diferente” para Portugal, refere Pedro Marques, indicando a opinião de um analista alemão. “Gostemos ou não gostemos das agências, [estas] têm a sua implicação nos mercados”, conclui.

Tiago Varzim
18 Abril, 201710:09

Agora é a vez do público questionar o ministro. As primeiras questões são direcionadas para o novo aeroporto. Pedro Marques diz que mesmo que se avance para a solução do Montijo, só nos finais de 2021 ou 2022 é que essa solução estará disponível. Por isso, o ministro do Planeamento diz que até lá a prioridade é fazer com que o aeroporto Humberto Delgado seja mais eficaz para que este aguente o aumento dos passageiros que se tem vindo a registar.

Tiago Varzim
18 Abril, 201710:10

O ECO Talks com o ministro do Planeamento e Infraestruturas, Pedro Marques, fica por aqui. Obrigado por nos ter acompanhado.

Tiago Varzim
18 Abril, 201710:11

Pedro Marques, ministro do Planeamento e das Infraestruturas: “Em 2017 vamos ter um excelente nível de execução do investimento público“.

Foto: ECO

João Santana Lopes
18 Abril, 201710:14

Agora é a vez do público questionar o ministro. As primeiras questões são direcionadas para o novo aeroporto. Pedro Marques diz que mesmo que se avance para a solução do Montijo, só nos finais de 2021 ou 2022 é que essa solução estará disponível. Por isso, o ministro do Planeamento diz que até lá a prioridade é fazer com que o aeroporto Humberto Delgado seja mais eficaz para que este aguente o aumento dos passageiros que se tem vindo a registar.

Tiago Varzim
18 Abril, 201710:16

“Alguns analistas já dão sinais de que as agências possam olhar de forma diferente” para Portugal, refere Pedro Marques, indicando a opinião de um analista alemão. “Gostemos ou não gostemos das agências, [estas] têm a sua implicação nos mercados”, admite, não querendo fazer previsões sobre possíveis mudanças de rating neste ou nos próximos anos.

Tiago Varzim
18 Abril, 201710:18

Sobre a venda do Novo Banco ao Lone Star, Pedro Marques responde que “a diversificação das origens dos acionistas das estruturas acionistas do sistema financeiro português é positivo”. O ministro do Planeamento reforça a ideia de que a estabilidade das estruturas acionistas é um dos principais objetivos do Governo.

Questionado sobre a conversão dos obrigacionistas, Pedro Marques justifica que essa transição é “voluntária”, dado que não é obrigatória, ao contrário de decisões passadas que criaram desconfiança nos mercados, diz, referindo-se indiretamente à decisão do Banco de Portugal no final de 2015.

Tiago Varzim
18 Abril, 201710:19

Questionado sobre o acordo com o PCP, BE e PEV, Pedro Marques recorda o que foi feito nos dois Orçamentos anteriores para sustentar a continuação do caminho que será feito no Orçamento de Estado para 2018. “A capitalização da CGD é algo que nos une”, exemplifica. Pedro Marques refere que a estabilidade orçamental “é um meio para atingir um fim” — “uma sociedade mais equitativa” — acrescentando que as finanças públicas são o pilar desse objetivo.

Tiago Varzim
18 Abril, 201710:23

Sobre a venda do Novo Banco ao Lone Star, Pedro Marques responde que “a diversificação das origens dos acionistas das estruturas acionistas do sistema financeiro português é positivo”. O ministro do Planeamento reforça a ideia de que a estabilidade das estruturas acionistas é um dos principais objetivos do Governo.

Questionado sobre a conversão dos obrigacionistas, Pedro Marques justifica que essa transição é “voluntária”, dado que não é obrigatória, ao contrário de decisões passadas que criaram desconfiança nos mercados, diz, referindo-se indiretamente à decisão do Banco de Portugal no final de 2015.

Tiago Varzim
18 Abril, 201710:24

key “Há um ciclo de programação do investimento público que não permite um estalar de dedos para se investir amanhã”

Pedro Marques responde às críticas feitas ao Governo sobre o corte no investimento público em 2016. O ministro do Planeamento diz que essa diminuição é natural pela mudança de programa de fundos comunitários. “Há um ciclo de programação do investimento público que não permite um estalar de dedos para se investir amanhã”, explica Pedro Marques.

“A boa notícia é que em 2017 vamos ter um excelente nível de execução do investimento público“, garante o ministro do Planeamento, referindo que no Programa de Estabilidade o Governo reviu em alta dos 22% para os 33% o aumento homólogo do investimento público este ano.

Tiago Varzim
18 Abril, 201710:26

key Já está na altura pelo menos dos outlooks serem mais positivos

“Eu confio que os europeus também em cada momento, nas eleições importantes, façam escolhas europeístas, de uma Europa integrada e mais forte”, conclui o ministro do Planeamento.

O assunto passa agora a ser as avaliações das agências de rating, nomeadamente a DBRS que se pronuncia esta sexta-feira sobre o rating da República. “Já está na altura pelo menos dos outlooks serem mais positivos“, argumenta Pedro Marques, recordando as vitórias do Governo no ano passado no plano orçamental e económico. “A economia está a crescer, o investimento está a crescer, estamos a atrair muito investimento no setor da inovação e estrangeiro”, acrescenta o ministro do Planeamento.

Tiago Varzim
18 Abril, 201710:26

key O país não pode abandonar uma trajetória de estabilidade orçamental”

Fala-se agora do enquadramento macroeconómico dos próximos anos, nomeadamente a nível de défice e de dívida pública. “Entregámos um défice abaixo do que estava no Orçamento inicial”, começa por dizer o ministro, referindo ainda que isso foi feito ao mesmo tempo que se recuperava rendimentos, uma das principais reivindicações feitas pelo atual Executivo.

“O país tem que conjugar estabilidade macroeconómica e melhoria da condição social”, argumenta Pedro Marques, referindo os bons resultados da taxa de desemprego, mas também do défice. “O país não pode abandonar uma trajetória de estabilidade orçamental”, defende o ministro do Planeamento, referindo que o crescimento económico terá de ser maior para ajudar a diminuição da dívida pública, assim como os excedentes orçamentais. “O país precisa de se libertar a um conjunto de amarras que tem por causa da sua dívida pública”, conclui.

Tiago Varzim
18 Abril, 201710:27

Questiona-se agora a relação entre o investimento público e o ano de eleições autárquicas. Pedro Marques diz haver dois truques na comparação que Miguel Poiares Maduro, o ex-responsável pelos fundos comunitários no Governo anterior, fez em entrevista ao ECO. O atual ministro refere uma inclusão estatística e também o uso de fundos para despesa pública, criticando a falta de seriedade na discussão.

“Portugal historicamente sempre foi um bom executor de fundos”, garante Pedro Marques, recordando os elogios de Bruxelas. “O quadro que estamos a executar foi negociado pelo anterior Governo”, justifica o ministro do Planeamento, rejeitando a ideia de que as autarquias estão a aproveitar em demasia os fundos em ano de eleições.

Tiago Varzim
18 Abril, 201710:28

key “Esta não é uma agenda para hoje nem amanhã”

Pedro Marques garante que “o pilar da inovação” será uma das prioridades do Governo, nomeadamente o projeto Startup Portugal e os apoios do Portugal 2020. “No ano passado aprovámos mais de 5 mil milhões de euros do investimento das empresas portuguesas do Portugal 2020”, explica o ministro do Planeamento, referindo que parte desse investimento é para setor “expostos à concorrência”. “Este é um grande avanço que se deu em 2016”, garante.

Além disso, Pedro Marques destaca os investimentos na ferrovia e nos portos, nomeadamente em Sines, Leixões e Barreiro. Esses investimentos significam investimento em exportações, refere, acrescentando outros exemplos como a ligação a Espanha pela linha do Minho. Ou seja, no fundo, um investimento para o transporte de mercadorias.

“Esta não é uma agenda para hoje nem amanhã”, defende. “Esta é uma grande transformação estrutural“, argumenta Pedro Marques, referindo os investimentos na ferrovia. “Em vez de chegarmos e rasgarmos e começar de novo, (…) decidimos que não íamos fazer isso outra vez”, explica o ministro, criticando os anteriores Governos por essa rotura. “O maior desafio foi passar do powerpoint à obra“, conclui. O ministro garante que a obra já está a acontecer.

Tiago Varzim
18 Abril, 201710:29

O assunto passa a ser o Programa Nacional de Reformas aprovado na passada quinta-feira. “O que arrepia o Governo e os portugueses foi o tipo de reformas feitas nos últimos anos“, responde o ministro, referindo que as medidas do Governo na estabilidade do sistema financeiro, de ajustamento orçamental e de devolução de rendimentos.

“A estabilização dos rendimentos das famílias não era só uma questão” social, refere o ministro do Planeamento, mas também das empresas que pediam isso nos inquéritos que respondiam.

“Quando me dizem que o Governo não faz reformas importantes”, diz o ministro, contrapõe com, por exemplo, o programa de qualificação e formação profissional dos portugueses, principalmente dos adultos, que “é uma reforma”.

Tiago Varzim
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