Investigação continua. Chanel e outras marcas de luxo na mira de autoridades italianas por condições laborais
A polícia italiana procura documentos sobre as cadeias de abastecimento, numa investigação a suspeitas de exploração laboral em empresas subcontratadas por marcas de luxo.

A polícia italiana realizou buscas às sedes de pelo menos nove marcas de luxo, incluindo Chanel, Moncler e Brunello Cucinelli, no âmbito de uma investigação por alegadas violações laborais por parte de empresas subcontratadas pelas detentoras destas marcas de luxo, de acordo com a agência Reuters e o jornal económico francês Les Echos. “A Chanel está determinada a cooperar plenamente com as autoridades italianas”, disse um porta-voz da Chanel no final da semana.
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A procuradoria italiana procurou documentos relacionados com os modelos de governação e os controlos das cadeias de abastecimento das empresas. Goyard, Bulgari, Etro e Stefano Ricci estão também entre as marcas referidas pelo jornal Les Echos. As buscas integram uma investigação conduzida há cerca de dois anos pela procuradoria de Milão que já envolveu várias marcas italianas de luxo.
Nenhuma das nove empresas é investigada formalmente e os procuradores não pediram a aplicação de medidas judiciais, de acordo com um documento judicial consultado pela Reuters.
A Chanel afirmou ter sido alertada pelas autoridades italianas a 18 de maio para preocupações relacionadas com as condições laborais de uma empresa subcontratada utilizada por um fornecedor de embalagens. A marca diz que instruiu o fornecedor a terminar a relação dois dias depois, a 20 de maio, e iniciou de seguida o processo de rescisão do contrato.
A empresa francesa disse estar a cooperar com as autoridades e afirmou que os fornecedores e subcontratantes são sujeitos a avaliações, auditorias e controlos regulares.
Em 2025, 13 marcas estiveram sob escrutínio da justiça italiana e várias foram colocadas sob administração judicial durante 12 meses, segundo o Les Echos. Entre elas, Givenchy, Dolce & Gabanna, Loro Piana e Prada, que revelou ter cortado relações comerciais com 200 fornecedores após uma auditoria às condições de trabalho nestas empresas.
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