Irão volta a atacar aliados dos EUA no Golfo e reacende receios sobre o Estreito de Ormuz
Depois de sete noites sob bombardeamento intenso de Washington o regime iraniano retaliou contra infraestruturas no Kuwait. A escalada militar volta a pressionar o custo da energia a nível global.
O Irão retomou os ataques contra aliados dos EUA no Golfo este sábado, depois de uma sétima noite consecutiva de bombardeamentos norte-americanos contra instalações militares iranianas, incluindo infraestruturas logísticas.
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A escalada surge uma semana após o colapso de um cessar-fogo que já era considerado frágil, e devolve à região o receio de um confronto aberto entre Teerão e Washington.
O Kuwait foi um dos principais alvos, com uma central de dessalinização atingida e o aeroporto internacional a suspender operações devido a ameaças repetidas de míssil e de drone. Os Guardas Revolucionários do Irão reivindicaram ataques a um centro de apoio militar norte-americano em Camp Arifjan e a destruição de um radar na base aérea de Ali Al Salem, também no Kuwait.
Trump já ameaçou lançar ataques aéreos mais amplos contra infraestruturas iranianas e não descarta uma incursão terrestre na costa ou nas ilhas do país.
Segundo a imprensa estatal iraniana, foram ainda visados alvos no Barém, incluindo uma base onde estariam concentrados aviões de combate norte-americanos.
A tensão estende-se agora ao tráfico marítimo, com os EUA a garantir estar a impor um bloqueio naval e o Irão a afirmar que atacou embarcações que violaram as suas regras de navegação no Estreito de Ormuz, corredor por onde passa um quinto do petróleo mundial.
Esta incerteza fez disparar os preços do petróleo mais de 4% na sessão de sexta-feira, para o nível mais alto em mais de um mês, criando pressão política adicional sobre o Presidente Donald Trump, que enfrenta eleições legislativas em novembro.
Trump já ameaçou lançar ataques aéreos mais amplos contra infraestruturas iranianas e não descarta uma incursão terrestre na costa ou nas ilhas do país.
Segundo responsáveis norte-americanos, os bombardeamentos no sul do Irão visam, em parte, alargar as opções do próprio Trump, mas o risco é elevado: podem levar Teerão a atacar infraestruturas vitais de estados do Golfo mais vulneráveis ou incentivar aliados iranianos no Iémen a perturbar ainda mais o fornecimento global de energia através de ataques a navios no Mar Vermelho.
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