Técnico prepara duas novas missões espaciais, dois anos após lançar nanossatélite

  • Tiago Martins d'Oliveira
  • 9 Julho 2026

Dois anos após lançar o ISTSat-1, o Instituto Superior Técnico prepara duas novas missões espaciais: uma para testar 5G via satélite e outra para navegação autónoma em órbita com IA.

Dois anos após o lançamento do primeiro nanossatélite universitário português (ISTSat-1) totalmente desenvolvido no Instituto Superior Técnico, o IST NanoSatLab está já a preparar duas novas missões espaciais, uma focada em comunicações 5G via satélite e outra em navegação autónoma em órbita com recurso a inteligência artificial (IA). Uma das missões tem lançamento previsto para outubro a bordo da SpaceX de Musk.

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O primeiro projeto “5G Nanosatellite”, desenvolvido em parceria com a Altice Labs e a Universidade do Luxemburgo, com financiamento da Agência Espacial Europeia (ESA) no âmbito do programa ARTES, visa demonstrar a ligação direta entre um satélite em órbita baixa e a rede terrestre 5G, combinando um terminal 5G User Equipment da Altice Labs com uma antena compacta para a banda n28 (700 MHz), desenhada pelo NanoSatLab nos laboratórios do Instituto de Telecomunicações.

“O ISTSat-1 demonstrou que o Instituto Superior Técnico tem capacidade para desenvolver tecnologia espacial de forma integrada, envolvendo estudantes, investigadores e parceiros nacionais e internacionais”, afirmou João Paulo Monteiro, investigador do IST NanosatLab e do Instituto de Sistemas e Robótica (ISR-Lisboa), citado em comunicado.

 

A segunda missão, “Argus”, uma parceria entre o IST NanoSatLab e a Carnegie Mellon University (CMU), tem lançamento previsto para outubro, a bordo da missão Transporter-18 da SpaceX. O projeto é composto por dois CubeSats de uma unidade, Argus-1 e Argus-2, e quer testar novas formas de determinar autonomamente a posição e a orientação de satélites em órbita.

“Hoje temos uma equipa mais experiente, uma infraestrutura consolidada e conhecimento que nos permite participar em missões mais ambiciosas”, acrescentou o investigador do IST NanosatLab.

O impacto do ISTSat-1 estende-se também à formação de novas equipas. O projeto ajudou a consolidar a comunidade estudantil ligada ao desenvolvimento de satélites, em particular o grupo LISAT – Lisbon Student Satellite Team, que está a desenvolver o seu próprio satélite sob orientação dos investigadores do laboratório.

Com o ISTSat-1 ainda em operação, o Técnico apresenta agora um programa espacial em expansão, com novas missões que cruzam telecomunicações, inteligência artificial e sistemas autónomos, reforçando a ambição de transformar o IST NanoSatLab num polo de desenvolvimento de tecnologia espacial feita a partir de Portugal.

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