Empresa que vai instalar comunicações no ‘porta-drones’ da Marinha está a recrutar

Empresa de defesa quer aumentar 1.200 metros quadrados a área das instalações e os atuais 155 colaboradores para 180 até abril de 2027, para responder ao atual momento geopolítico de procura.

A EID, empresa responsável pela futura instalação do sistema de comunicações do porta-drones da Marinha Portuguesa, vai aumentar em 50% as suas instalações e reforçar em 35% os trabalhadores para “garantir a capacidade de resposta que o atual contexto geoestratégico no setor na defesa exige, tanto a nível nacional como europeu”. “A nossa previsão é chegarmos, pelo menos, aos 180 até abril do próximo ano”, adianta a empresa ao ECO/eRadar.

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A ampliação das atuais instalações da empresa de defesa — detida a 80% pela Cohort, com restante capital detido Estado português — e o reforço de pessoal deverá estar concluído dentro de um ano, e surge numa altura em que a companhia ganhou um concurso de 42,3 milhões para o fornecimento de sistemas integrados de controlo de comunicações (SICC) em mais de uma dezena de navios, entre as quais as fragatas Vasco da Gama, permitindo a “gestão centralizada e o controlo de todas as comunicações essenciais às operações no mar” da Marinha Portuguesa, tal como avançou em fevereiro o ECO/eRadar. Incluído no contrato está o sistema de comunicações do futuro porta-drones da Armada.

“A EID está a avançar com um plano de expansão das suas instalações, com um aumento global de cerca de 50% da área disponível, para reforçar a sua capacidade industrial e operacional. Aumentar a capacidade produtiva tem forçosamente impacto nas instalações. Neste momento, o estudo da expansão em curso considera o local onde estamos inseridos, mas não descartamos a hipótese de expandir as nossas instalações para outra localização. Em 2025, aumentámos o nosso footprint em mais de 1.200 metros quadrados e contamos crescer na mesma dimensão durante este próximo ano”, adianta fonte oficial da EID ao ECO/eRadar.

O aumento de capacidade passa igualmente pelo reforço de em mais de um terço do número de trabalhadores. “O plano prevê também um crescimento de cerca de 35% no número de colaboradores ao longo do próximo ano. Este reforço deverá incidir maioritariamente em perfis qualificados nas áreas de engenharia“, refere a mesma fonte da empresa.

No final de abril do ano passado a EID tinha 139 colaboradores, em 2026 chegou aos 155. “A nossa previsão é chegarmos, pelo menos, aos 180 até abril do próximo ano”, adianta.

“Quanto ao investimento associado ao aumento de área e das instalações, trata-se de um plano estruturado de crescimento e reforço de capacidade, a EID gastou cerca de 1 milhão de euros no último ano fiscal com a expansão das instalações”, diz ainda.

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