Projeto do TGV em Gaia deve evitar “expropriação de empresas”

Associação das Empresas da Zona Industrial de São Caetano defende que "todas as alternativas devem ser seriamente estudadas antes de se concluir que a expropriação de empresas é inevitável".

A Associação das Empresas da Zona Industrial de São Caetano elogiou a decisão de repor a estação de alta velocidade em Santo Ovídio, mas alerta que os problemas que afetam a zona empresarial “estão longe de estar resolvidos”.

Escolha o ECO como fonte preferida no Google

Escolher

Num comunicado divulgado a propósito da consulta pública do Relatório de Conformidade Ambiental do Projeto de Execução (RECAPE), que decorre até 29 de junho, a associação liderada pelo CEO da Arcádia afirma que a reposição da estação de Gaia em Santo Ovídio “é um desenvolvimento positivo e confirma que as preocupações levantadas pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), pelas populações e pelas empresas tinham fundamento”.

Ainda assim, sublinha que, “para a Zona Industrial de São Caetano e dos Terços, o problema está longe de estar resolvido”, uma vez que o novo RECAPE continua a prever a afetação de várias empresas e pavilhões industriais, apesar de, no estudo prévio, estas áreas estarem protegidas por uma solução em túnel.

Francisco Bastos, administrador da Arcádia e porta-voz da Associação das Empresas da Zona Industrial de São CaetanoArcádia

“Aliás, os próprios documentos agora colocados em consulta pública mostram que o túnel de Gaia foi reduzido de cerca de 4,7 quilómetros previstos no estudo prévio para cerca de 3,4 quilómetros no atual projeto de execução, passando a iniciar-se apenas a norte da Zona Industrial de São Caetano”, detalha.

Segundo a estrutura empresarial, o próprio RECAPE explica que esta opção resulta “da reformulação da estratégia de túneis adotada pelo consórcio, privilegiando túneis monotubo mais curtos em detrimento de soluções mais extensas e dispendiosas”.

“Estamos a falar de empresas instaladas há décadas, postos de trabalho e atividade económica relevante para Gaia. A reposição de Santo Ovídio foi uma correção importante, mas as zonas de São Caetano e Terços continuam a exigir uma solução justa.

Associação das Empresas da Zona Industrial de São Caetano

A associação garante que continuará “a analisar tecnicamente o projeto e a dialogar de forma construtiva com o consórcio e com as entidades públicas”, mas defende que “todas as alternativas devem ser seriamente estudadas antes de se concluir que a expropriação de empresas é inevitável”.

Estamos a falar de empresas instaladas há décadas, postos de trabalho e atividade económica relevante para Gaia”, lê-se no comunicado. “A reposição de Santo Ovídio foi uma correção importante, mas as zonas de São Caetano e Terços continuam a exigir uma solução justa”, conclui.

Assine o ECO Premium

No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso.

De que forma? Assine o ECO Premium e tenha acesso a notícias exclusivas, à opinião que conta, às reportagens e especiais que mostram o outro lado da história.

Esta assinatura é uma forma de apoiar o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente, rigoroso e credível.

Comentários ({{ total }})

Projeto do TGV em Gaia deve evitar “expropriação de empresas”

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião