França quer aderir ao projeto de mísseis de longo alcance da Alemanha e Reino Unido
A França quer aderir ao projeto de produção de mísseis de longo alcance da Alemanha e do Reino Unido. A proposta germano-britânica do programa ainda está em fase conceptual.
A França quer aderir ao projeto conjunto da Alemanha e do Reino Unido de produção de novos mísseis de longo alcance, numa altura em que a Europa quer fortalecer a capacidade de atingir alvos em território russo sem depender dos sistemas norte-americanos.
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Paris declarou o interesse em participar neste programa de ataques de precisão em profundidade de Berlim e Londres através de uma iniciativa que integra um diálogo franco-alemão mais amplo sobre defesa, segundo adiantaram cinco pessoas familiarizadas com o assunto ao Financial Times.
Os países europeus dependem fortemente dos mísseis fabricados nos Estados Unidos. Porém, os mísseis de longo alcance norte-americanos estão cada vez mais escassos, devido à elevada procura por este sistema na região do Golfo Pérsico na sequência do conflito com o Irão.
O programa, anunciado pelo Reino Unido e pela Alemanha em 2024 como o principal do seu acordo de defesa Trinity House, visa produzir um conjunto de mísseis terrestres avançados com um alcance superior a 2.000 quilómetros.
Embora a França tenha conversado inicialmente com a Alemanha e o Reino Unido sobre uma possível parceria, Paris recuou à medida que o debate sobre a sua dissuasão nuclear ganhou força, de acordo com o que uma pessoa familiarizada com as discussões adiantou ao jornal britânico.
A proposta germano-britânica de criação de um programa para desenvolver mísseis de precisão de longo alcance, que faz parte do projeto de seis países conhecido como ELSA, ainda está em fase conceptual.
A fabricante de mísseis MBDA e a startup germano-britânica Hypersonica — que em fevereiro afirmou ter-se tornado a primeira empresa de defesa europeia financiada com recursos privados a concluir com sucesso um voo de teste hipersónico — são duas das empresas envolvidas no projeto, noticia o jornal económico.
Os três países esperam começar as conversações para dar começo ao programa militar no início de junho.
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