Maioria dos líderes financeiros considera mudanças regulatórias como o principal risco até 2029
Estudo da Sovos conclui ainda que 44% dos executivos afirma que as obrigações de e-reporting e os requisitos de faturação eletrónica estão a acontecer demasiado depressa, o que lhes complica a gestão.
Mais de metade (58%) dos líderes financeiros das empresas mundiais consideram que os novos mandatos de conformidade fiscal nacionais e internacionais são complexos, enquanto 44% afirma que as alterações regulatórias, as novas obrigações de e-reporting e os requisitos de faturação eletrónica estão a acontecer demasiado depressa para serem geridos de forma eficaz.
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Estas são algumas das conclusões do estudo The Speed of Regulatory Change and AI Are Redefining Global Tax Compliance (“A velocidade das mudanças regulamentares e a IA estão a redefinir a conformidade fiscal global”), divulgado esta segunda-feira pela tecnológica Sovos, especializada em software de faturação e fiscalidade.
O relatório conclui ainda que o ritmo das alterações regulatórias e novos mandatos governamentais (requisitos ou obrigações fiscais) é considerado o principal risco de compliance para os próximos dois a três anos por 61% dos mais de 300 participantes neste inquérito internacional, seguindo-se a crescente complexidade das operações globais (por exemplo, a expansão para outras geografias) identificada por 56% dos inquiridos.
A completar o pódio dos riscos surge o aumento do custo da tecnologia de compliance e da equipa (42%), onde se incluem as despesas com pessoal. No domínio da inteligência artificial (IA) aplicada à fiscalidade, mais de metade dos inquiridos identifica a precisão dos dados e dos insights como a capacidade mais relevante, enquanto 46% destaca a necessidade de equilibrar eficiência e segurança.
“Quando se trata do ambiente regulamentar atual, as empresas e os seus sistemas estão a ter dificuldades em acompanhar a velocidade com que estas regras e regulamentos estão a surgir”, alerta a diretora de Produtos da Sovos, Swati Garodia.
Num horizonte temporal mais curto, nos próximos 12 a 24 meses, os diretores financeiros e outros membros dos departamentos financeiros das empresas enumeraram o pacote europeu do IVA na era digital (ViDA), a expansão do imposto sobre as empresas nos Emirados Árabes Unidos e a reforma fiscal brasileira como principais preocupações regionais.
“A complexidade regulamentar está a acelerar, e os líderes financeiros sabem disso. Esta investigação mostra que o compliance já não é uma preocupação administrativa. É um risco estratégico que está no topo da agenda dos diretores financeiros e líderes financeiros de todo o mundo”, afirma o diretor de marketing da Sovos, Chris Lynch.
Logo depois das problemáticas da regulação, a integração com o software de gestão (ERP – Enterprise Resource Planning) mantém-se como a principal barreira de implementação. Em termos mais concretos, 43% dos inquiridos afirmaram que o seu maior desafio na implementação das atuais e futuras exigências de faturação eletrónica é escolher uma plataforma que se integre perfeitamente com os sistemas de contabilidade ou de ERP que já têm instalados.
Simultaneamente, o valor da integração de plataformas continua desigual, de acordo com a análise da Sovos: 44% dos inquiridos relatam ter registado um ROI (retorno sobre o investimento) positivo nos seus investimentos em plataformas globais de compliance fiscal, enquanto cerca de metade (49,7%) disseram que ainda não viram retornos definitivos.
“Esta discrepância pode sugerir que as empresas estão a trabalhar na integração de tecnologias eficazes, mas o valor depende da forma como os sistemas, dados e processos fundamentais estão alinhados com elas”, explica a multinacional norte-americana com presença em Portugal.
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