Shortlist: do spa no Douro ao filme que todos querem vestir

Lina Santos,

Novas experiências urbanas de bem-estar, edições limitadas e uma montra de revenda inspirada num dos filmes mais icónicos da moda.

A Shortlist desta semana reúne propostas que mostram como o luxo continua a expandir-se em território nacional. Cruzam hospitalidade, património, arte, vinho, moda, experiências de bem-estar e muita criatividade. Entre Lisboa, Douro e referências internacionais, uma seleção de coleções exclusivas, relógios de edição limitada e projetos que aproximam o imobiliário, a cultura e o lifestyle premium.

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1. Avenida Open Week regressa para abrir 20 espaços de excelência

Cervejaria Liberdade

A Avenida da Liberdade volta a transformar-se num circuito de descoberta com a quarta edição do Avenida Open Week, marcada para 23 a 29 de maio. De acordo com a Associação Avenida, a iniciativa reúne 20 espaços do chamado Luxury District lisboeta, que durante uma semana recebem o público com propostas de acesso livre. O objetivo passa por mostrar facetas menos visíveis da avenida, entre bastidores, património, moda, beleza e gastronomia. Segundo a organização, o programa inclui visitas guiadas, exposições, workshops, aulas abertas e experiências de styling e beleza. A proposta é conduzir o público por ateliers, palácios, espaços culturais e moradas ligadas ao universo premium, numa lógica de aproximação a lugares que habitualmente não fazem parte dos percursos quotidianos. O Avenida Open Week afirma-se como uma ferramenta de valorização cultural e comercial da Avenida da Liberdade. As atividades têm, em vários casos, lotação limitada, pelo que é recomendada a inscrição prévia (até 18 de maio). O programa completo pode ser consultado no site da Associação Avenida, onde estão reunidos os detalhes sobre datas, horários e locais participantes.

2. Hyatt Regency Lisboa lança rituais urbanos de bem-estar

Hyatt Regency Spa. Lisboa

O Hyatt Regency Lisboa acaba de ampliar a oferta de bem-estar com o lançamento do Wellness in the City, criados pelo Serenity – The Art of Well Being. Segundo o hotel, a nova oferta organiza-se em três programas distintos. O Urban Detox é a opção mais breve e acessível, combinando treino personalizado, sumo detox, massagem de costas e acesso ao Oásis Termal (99 euros). O Mind & Body Relief aposta numa abordagem mais holística, juntando treino, pequeno-almoço, massagem com CBD e um momento final de relaxamento (165 euros). A terceira proposta, City Essentials, é a mais completa, incluindo uma sessão de Pilates, pequeno-almoço, massagem terapêutica, tratamento facial e acesso ao Oásis Termal (230 euros). Os programas estão disponíveis no SerenityThe Art of Well Being, integrado no Hyatt Regency Lisboa. Com esta iniciativa, a unidade procura captar tanto residentes como hóspedes interessados em incorporar rituais de pausa e autocuidado na rotina da cidade.

3. Octant Douro volta a apostar em terapeutas convidados

O Octant Douro retomou o programa Visiting Practitioners, uma iniciativa que volta a posicionar o spa da unidade como palco de experiências de bem-estar com especialistas convidados. Segundo o hotel, o calendário estende-se pelos meses de maio, julho e novembro, propondo sessões exclusivas com terapeutas de reconhecimento internacional, num enquadramento em que a paisagem sobre o Douro surge como parte integrante da experiência. A primeira presença confirmada é a de Paulneel Jauhiainen, especialista em medicina tailandesa, que estará no hotel entre 2 e 16 de maio e regressará de 1 a 16 de novembro. De acordo com o Octant Douro, o terapeuta trabalha sobre libertação de tensões e restabelecimento do fluxo de energia vital, recorrendo a técnicas como a massagem tailandesa miofascial e a drenagem linfática. A proposta é apresentada como um trabalho de desbloqueio profundo, orientado para devolver mobilidade, leveza e equilíbrio ao corpo. Em julho, entre os dias 10 e 22, o programa recebe Odete Cruz, osteopata e instrutora de Pilates, cuja abordagem cruza Osteopatia Estrutural, Osteopatia Craniossacral e Reflexologia. A terapeuta centra a sua prática na redescoberta da inteligência do corpo e no realinhamento postural. Chama-se Ultimate Experience e, descrita como a sua terapia de assinatura, combina diferentes valências num percurso sensorial pensado para promover uma sensação alargada de bem-estar.

4. Restaurante Bonança renova a sua carta

Restaurante Bonança

O Bonança, restaurante instalado na histórica Associação Naval de Lisboa, o clube náutico mais antigo de Portugal e da Península Ibérica, em Belém, entra na nova estação com uma carta renovada que assinala uma nova fase da cozinha de Pedro Amendola, assente no produto, na sazonalidade e na proximidade à costa. No centro desta nova etapa está uma montra de peixes e mariscos que passa a funcionar como um dos elementos centrais da experiência. O produto chega diariamente em função da disponibilidade e do ritmo da costa portuguesa, com espécies como linguado, pregado, salmonete, pargo, robalo ou dourada, a par de marisco como carabineiro, camarão tigre, polvo e percebes. A partir daí, a cozinha trabalha cada referência com técnica e contenção, muitas vezes na grelha, para preservar a expressão mais pura do sabor.

A nova carta aprofunda a vocação marítima do restaurante, mas sem perder a lógica de partilha nem a ligação à memória gastronómica portuguesa. Entre as entradas surgem propostas como crudo de lírio dos Açores, carpaccio de atum rabilho, ostras com vinagrete, amêijoas à Bulhão Pato, gambas à guilho, salada de polvo ou lobster roll. Nos pratos principais, o restaurante cruza peixe, marisco e arrozes com algumas opções de carne, incluindo bife de atum, tranche de peixe do dia grelhado, polvo, feijoada de lulas e arroz malandro de carabineiro e limão.

5. Vacheron Constantin volta ao Louvre para criar edições muito limitadas inspiradas nas grandes civilizações

acheron Constantin

A Vacheron Constantin apresentou, na Watches and Wonders 2026, um novo capítulo da coleção Métiers d’Art Tribute to Great Civilisations, desenvolvida em parceria com o Museu do Louvre. Segundo a maison, esta segunda série retoma uma colaboração iniciada em 2019 e traduz, em quatro novas referências, um diálogo entre alta-relojoaria, património e transmissão de saber-fazer artístico. De acordo com a marca, os novos relógios partem de quatro obras do Departamento de Antiguidades do Louvre: o Buste d’Akhénaton, do Egito faraónico, o Lamassu de Sargon II, do Império neo-assírio, a Athéna de Velletri, da Grécia Antiga, e o Tibre de l’Iseum Campense, da Roma imperial. Em vez de recorrer a figuras centrais em ouro, como nas edições anteriores, a Vacheron Constantin optou agora por apliques em glíptica de pedra, esculpidos à mão, numa escolha que aproxima ainda mais cada mostrador da matéria e do contexto das esculturas originais.

Os quatro relógios surgem em caixas de 42 milímetros em ouro branco ou ouro rosa e são movidos pelo calibre de manufatura 2460 G4/2, cuja indicação das horas e minutos é feita por janelas periféricas, libertando o mostrador para a composição artística. Cada referência será produzida em 15 exemplares numerados, o que confirma o caráter altamente restrito desta edição.

6. Vestiaire Collective capitaliza o universo de “O Diabo Veste Prada 2” com uma montra de luxo em segunda mão

A francesa Vestiaire Collective lançou uma edição especial inspirada em The Devil Wears Prada 2 e batizou a seleção de The Devil Wears Preloved, apresentando-a como uma proposta ancorada no imaginário visual da sequela, que volta a reunir Meryl Streep, Anne Hathaway, Emily Blunt e Stanley Tucci. A curadoria reúne mais de 500 peças pre-loved, articulando achados raros do mercado de revenda com propostas de casas como Dior, Gabriela Hearst, Mugler, Schiaparelli e Valentino. A própria plataforma descreve esta coleção como uma forma de dar à sua comunidade as chaves para recriar uma estética já tornada icónica, agora filtrada pelo mercado de segunda mão de gama alta. Esta edição reforça a forma como o resale de luxo tenta posicionar-se no centro da conversa cultural. No caso da Vestiaire Collective, a operação serve ao mesmo tempo a lógica comercial e uma narrativa de moda circular, ao transformar o impacto mediático de um franchise fashion num ponto de entrada para consumo aspiracional em segunda mão.

7. Sézane amplia a linha Justine com um cesto maxi em ráfia feito em Madagáscar

Mala Sézane

A francesa Sézane reforçou a sua oferta de acessórios de verão com a Justine Maxi Basket Bag, uma versão de grande formato da linha Justine, posicionada pela marca entre as suas malas icónicas. Segundo a marca, trata-se de uma peça pensada para uso na mão ou ao ombro, construída em ráfia tecida à mão e concebida para um registo sazonal entre cidade, viagem e resort. A mala é feita à mão em Madagáscar, com exterior em ráfia e pele bovina lisa, sem forro interior e com fecho por atilhos em pele. A marca acrescenta que o modelo tem duas pegas não ajustáveis e não inclui bolso interior, uma opção justificada pela própria construção da peça. Esta Justine maxi inscreve-se numa tendência persistente de valorização do artesanato e dos materiais naturais no segmento premium contemporâneo. A Justine Maxi Basket Bag tem 32 x 20 x 60 centímetros (332 euros).

As escolhas da Shortlist são editorialmente selecionadas pelo ECO Avenida.

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