António Cunha e Álvaro Santos anunciam candidatura à CCDR-Norte nas redes sociais
António Cunha e Álvaro Santos anunciaram, esta terça-feira, a candidatura à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte nas redes sociais com poucas horas de diferença.
É oficial. O atual presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N) anunciou a sua recandidatura ao cargo, esta terça-feira, numa publicação na rede social Linkedin. António Cunha fê-lo horas depois do seu adversário Álvaro Santos ter comunicado, na mesma rede social, que se demitia da vice-presidência da Câmara de Vila Nova de Gaia para concorrer à liderança da CCDR.
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“Confirmo a minha recandidatura a presidente da CCDR Norte. Tendo reunido mais de 900 assinaturas do colégio eleitoral autárquico para esse efeito (mínimo necessário: 619), formalizá-la-ei nas próximas horas”, informa António Cunha que assume o cargo desde 2020.
O atual presidente da comissão justifica a decisão de se recandidatar com “a vontade de serviço público ao Norte”, definindo que se trata de “uma candidatura de unidade regional, nortenha, enraizada e solidária”. Ressalva, contudo, que a sua recandidatura “não é contra ninguém, nem divisionista“.
Horas antes o seu adversário utilizava a mesma rede social para anunciar: “Hoje despeço-me, de forma antecipada, das funções que exerci como vice-presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia, após um período necessariamente breve, de cerca de dois meses”. Admite que “foi um demasiado curto para desenvolver um trabalho profundo e estruturante, como o poder local exige”.
Tendo reunido mais de 900 assinaturas do colégio eleitoral autárquico para esse efeito (mínimo necessário: 619), formalizá-la-ei nas próximas horas.
Mas garante que faz “esta transição sem esquecer Vila Nova de Gaia” e que leva consigo “a experiência destes meses, o conhecimento adquirido e a convicção de que o desenvolvimento regional só faz sentido quando respeita e valoriza os municípios, a sua autonomia e a sua diversidade”.
Por fim, Álvaro Santos deixa uma promessa: “Assumo esta candidatura com enorme honra e orgulho, plenamente consciente da sua exigência e da sua relevância estratégica para o desenvolvimento da região Norte e para a coesão do país“.
A sua candidatura já foi alvo de crítica pelo presidente do PS Gaia, João Paulo Correia, que perdeu as eleições autárquicas de 12 de outubro para o social-democrata Luís Filipe Menezes. Álvaro Santos é o nome apoiado pelo PSD para suceder a António Cunha.
Na ocasião, o socialista considerou que a candidatura do número dois da autarquia “é mais um incidente que marca um início de mandato turbulento e que acarreta instabilidade desnecessária na condução do executivo camarário”. Sobretudo, quando, assinalou, “o ainda vice-presidente foi apresentado em campanha eleitoral como especialista e responsável pela promessa de construção de 4.000 habitações públicas até 2030. Com a sua saída, está-se, obviamente, perante uma decisão que defrauda as expectativas dos cidadãos”.
As eleições estão marcadas para 12 de janeiro para eleger os próximos presidentes das CCDR e um vice-presidente, já que os restantes cinco são escolhidos pelo Executivo.
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