“Há consciência nacional de que não devemos comprometer a execução do PRR”

A antecipação das eleições vai ou não por em causa a execução da bazuca europeia? "Há uma grande consciência nacional de que não devemos comprometer a execução do PRR", garante Siza Vieira.

O ministro da Economia sublinhou, esta terça-feira, que “há uma grande consciência nacional” de que a execução do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) não deve ser posta em causa pela antecipação das eleições legislativas, na sequência do chumbo da proposta de Orçamento do Estado para 2022.

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“Há uma grande consciência nacional de que não devemos comprometer a execução do PRR”, disse Pedro Siza Vieira, quando questionado sobre o impacto da crise política na estratégia nacional para as startups e na execução da chamada bazuca europeia. O governante falava à RTP 3, à margem do Web Summit, feira de tecnologia que se estende até dia 4 de novembro.

“Temos metas acordadas com a Comissão Europeia para em cada trimestre e do cumprimento dessas metas depende o desembolso das verbas do PRR”, explicou o ministro, que atirou ainda: “A determinação que da parte do Governo posso [assegurar] é a de asseguramos que temos as condições para executar aquilo que é prioritário do ponto de vista do PRR“.

Pedro Siza Vieira defendeu, além disso, que “independentemente de quem possa ser o futuro Governo, seguramente não quererá que haja coisas por fazer” ou metas por cumprir. “Esta é a nossa determinação”, insistiu o governante. Face ao chumbo da proposta de Orçamento do Estado para 2022, o Presidente da República deverá, segundo sinalizou o próprio, dissolver a Assembleia da República e antecipar as eleições legislativas. Marcelo Rebelo de Sousa ainda não anunciou, contudo, ao país essa decisão, de modo oficial, já que tem estado a ouvir os parceiros sociais e os partidos com assento no Parlamento. E esta quarta-feira é a vez de reunir o Conselho de Estado.

No que diz respeito especificamente ao empreendedorismo, o ministro da Economia adiantou, esta terça-feira, que o Portugal Tech — fundo que inicialmente juntava 50 milhões do Estado português com 50 milhões do Fundo Europeu de Investimento (FEI) para apoiar o “desenvolvimento e capitalização das empresas portuguesas” — será agora reforçado com base em verbas provenientes do PRR. Ao abrigo deste programa, o FEI procura, esclareceu Siza Vieira, operadores de capital de risco interessados em “empresas de tecnologia ou de ciências da vida com grande potencial de crescimento” que ficam obrigados a encontrar financiamento privado para coinvestir com os investidores públicos.

Este programa teve grande sucesso“, garantiu Siza Vieira. E detalhou: “Já conseguimos mobilizar 273 milhões de euros de investimento privado para 30 empresas com grande capacidade de crescimento”. O ministro da Economia salientou ainda que Portugal já tem “um ecossistema empreendedor já bastante estruturado“. “Temos hoje em dia uma das cenas europeias mais vibrantes que existem à nossa escala”, frisou o governante, lembrando que o país já conta com cinco “unicórnios” (startups com uma avaliação superior a mil milhões de euros). “Temos a expectativa que continue a crescer”, afirmou o mesmo responsável.

Esta terça-feira, Siza Vieira adiantou também que a primeira reunião da aliança europeia de startups — a European Startup Nations Aliance — terá lugar durante o Web Summit, ficando, depois, sedeada em Lisboa. Esta aliança será financiada pela União Europeia e ajudará, defendeu o ministro da Economia, “a colocar Portugal no mapa do ecossistema mais empreendedor“.

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