5 coisas que tem de saber antes de abrirem os mercados

Com os juros da dívida europeia a subirem, os investidores continuarão a centrar atenções nas obrigações. Mas há também novos indicadores económicos, além dos discursos da Fed e de Angela Merkel.

A subida dos juros da dívida soberana europeia deverá continuar a centrar as atenções dos investidores no arranque desta semana. Depois de mais um dado positivo do emprego nos EUA, que agitou ainda mais o mercado obrigacionista europeu, é a vez de ser conhecida a taxa de desemprego na Zona Euro, bem como as exportações e importações em Portugal. Tudo isto num dia em que os investidores estarão também atentos ao primeiro discurso de Angela Merkel em 2017, ano que vai ser marcado pelas eleições legislativas na Alemanha.

Juros não param de subir

O último dia da semana passada ficou marcado pela continuação da tendência de agravamento dos juros da dívida soberana europeia. As taxas até registaram uma subida mais expressiva lá fora, mas a yield nacional a 10 anos renovou máximos de quase um ano acima da fasquia dos 4%. Será que a tendência vai manter-se? O agravamento dos juros reflete as melhorias na economia dos EUA, o que pode significar uma aceleração do calendário de subida de juros pela Reserva Federal dos EUA, colocando maior pressão na inversão da política monetária do Banco Central Europeu.

Então e o futuro dos EUA?

A política monetária continua a dominar a atenção dos investidores. Sobretudo a divergência crescente entre os juros nos EUA e na Europa. Desta forma, o mercado vai analisar os discursos de dois responsáveis da Reserva Federal dos EUA. O presidente do banco da Fed de Boston, Eric Rosengren, e o presidente do banco da Fed de Atlanta, Dennis Lockhart, vão apresentar as previsões económicas do país. As declarações podem dar mais pistas sobre os próximos passos de política monetária, depois de Janet Yellen ter prometido continuar a subir os juros este ano.

Desemprego na Zona Euro

Se no final da semana as atenções viraram-se para os número do emprego nos EUA — que surpreenderam pela positiva –, no arranqu desta, os investidores ficam hoje a conhecer a leitura mais recente sobre o desemprego da Zona Euro, um indicador importante sobre o rumo da economia da região. No entanto, não devem ficar muito animados. Os analistas consultados pela Bloomberg estimam que o número tenha ficado nos 9,8%, o mesmo valor registado anteriormente. Na Alemanha, também serão conhecidos os dados sobre a produção industrial do motor da Europa.

Como vai a economia portuguesa?

O Instituto Nacional de Estatísticas divulga hoje os dados sobre o comércio internacional de Portugal. Portanto, as exportações e as importações do país. A balança comercial é um indicador importante para se perceber como vai o desempenho económico. Na última leitura, referente a outubro, os dados não foram muito animadores. Houve uma travagem em relação ao mesmo período do ano anterior, com as exportações a sofrerem uma maior queda do que as importações: -3,5% e -1,7%, respetivamente.

Merkel discursa sobre o futuro da Europa

É o primeiro discurso do ano de Angela Merkel. A chanceler do motor da economia europeia vai falar sobre o futuro da Europa, num ano que vai ser marcado pelas eleições legislativas na Alemanha. No outono, a liderança de Merkel vai ser testada. Isto numa altura em que os movimentos populistas estão a ganhar protagonismo na região. O Velho Continente também aguarda pelas eleições em França, onde Marine Le Pen, líder da Frente Nacional, deve ganhar a primeira ronda nas presidenciais, em abril.

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