Há mais um concurso de apoios à inovação para as PME
Empresas podem contar com uma taxa máxima de cofinanciamento de 40%. Dotação de 500 milhões de euros tem 160 milhões reservados para os territórios de baixa densidade.
As micro, pequenas e médias empresas do Norte, Centro, Lisboa, Alentejo e Algarve já se podem candidatar novamente a apoios à inovação produtiva do Portugal 2030. Esta quarta-feira foram abertos dois concursos com uma dotação de 500 milhões de euros, dos quais 160 estão reservados para territórios de baixa densidade.
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Esta “decisão aumenta em 180 milhões de euros a dotação inicial disponível para os concursos abertos às empresas“, sublinhou o Ministério da Coesão em comunicado, um dia depois de o ECO publicar esta peça. E o Governo admite “aumentar a dotação caso surjam candidaturas de mérito em montante superior”.
“O objetivo desta alteração é acelerar o ritmo de execução dos incentivos às empresas, acompanhando a capacidade de análise das candidaturas em tempo razoável”, acrescenta o mesmo comunicado.
As empresas podem candidatar-se a estes apoios para criar um novo estabelecimento; aumentar a capacidade de um já existente; diversificar a produção para algo não produzidos anteriormente ou ainda alterar fundamental o processo global de produção. Mas em causa têm de estar sempre “bens e serviços transacionáveis e internacionalizáveis e com elevado valor acrescentado e nível de incorporação nacional”.
As empresas podem contar com uma taxa máxima de cofinanciamento de 40%, mas no caso das operações localizadas nas sub-regiões NUTS III Alto Alentejo e Beiras e Serra da Estrela esse limite máximo é de 50% para as médias empresas e de 60% para as micro e pequenas empresas.
Depois há variações tendo em conta a dimensão da empresa, a região onde se encontram e as áreas de investimento, já que há algumas como a indústria 4.0 e transição climática que recebem uma majoração até dez pontos percentuais por se tratar de prioridades de políticas setoriais. A criação de emprego qualificado também é alvo de majorações. Apenas podem apresentar uma candidatura e as operações só podem durar 24 meses, exceto em casos devidamente justificados.
O período de candidaturas começou na quarta-feira e a análise e decisão das mesmas vai ser feita em duas fases: a primeira termina a 16 de setembro e a segunda a 30 de dezembro. O Compete compromete-se a analisar as candidaturas em 60 dias após o fecho de cada fase.

Notícia atualizada a 3/5 com o comunicado do Ministério da Coesão
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