Direto Miguel Maya: “Não vamos esquecer o tema dos custos, estamos a tratar disso com enorme rigor”

O BCP apresenta os resultados dos primeiros nove meses do ano e Miguel Maya explica aos jornalistas o desempenho do banco, após compra na Polónia e assembleia geral decisiva para os dividendos.

O BCP apresenta os resultados relativos ao exercício dos primeiros nove meses do ano. Miguel Maya, presidente executivo, explica esta quinta-feira aos jornalistas o desempenho do banco até setembro, isto depois ter reforçado a operação na Polónia com a negócio do Société Générale por 428 milhões de euros e de os acionistas terem dado luz verde às propostas da administração que abrem a porta aos dividendos e à devolução dos cortes salariais aos trabalhadores. Acompanhe a conferência em direto.

8 Novembro, 201817:05

Boa tarde.

Bem-vindos ao liveblog que vai acompanhar a conferência de resultados do BCP.
Alberto Teixeira
8 Novembro, 201817:06

O banco registou lucros de 257,5 milhões de euros até setembro, quase o dobro do que havia alcançado no ano passado.

Os analistas do BPI estimavam um lucro de 244 milhões, pelo que o BCP teve um melhor desempenho do que o esperado.
Alberto Teixeira
8 Novembro, 201817:07

Miguel Maya já iniciou a conferência de apresentação dos resultados. Começou por agradecer aos trabalhadores do banco pelos resultados obtidos no último trimestre.

Alberto Teixeira
8 Novembro, 201817:07

Destaque para o crescimento do volume de negócios em mais de quatro mil milhões de euros, que se deve tanto à captação de recursos junto dos clientes como à concessão de crédito.

Alberto Teixeira
8 Novembro, 201817:11

key Sobre a compra o Euro Bank, na Polónia, Maya diz que é “um sinal inequívoco” da estratégia internacional do banco, concretizando “a ambição de crescimento renovada” da instituição.

Esta semana, o Millenium bank anunciou a aquisição do negócio do Société Générale por 428 milhões de euros.
“É geografia de elevado potencial”, diz Maya.
Alberto Teixeira
8 Novembro, 201817:14

Dos 257,5 milhões de euros de lucro, o forte contributo veio de Portugal. A atividade doméstica, que no ano passado havia lucrado apenas 800 mil euros, registou lucros de mais de 100 milhões entre janeiro e setembro deste ano.

Alberto Teixeira
8 Novembro, 201817:16

Maya começa agora a detalhar o desempenho do banco nos primeiros nove meses do ano.

A margem financeira aumentou quase 2,9% para os 1.052 milhões de euros. As receitas com comissões subiram 3,1% para 510 milhões de euros.
O presidente executivo salienta ainda que a redução do registo de imparidades também deu um forte impulso ao resultado até setembro.
Alberto Teixeira
8 Novembro, 201817:20

Pode ler aqui com maior detalhe a evolução das contas do BCP nos primeiros nove meses do ano.

Alberto Teixeira
8 Novembro, 201817:22

O BCP calcula em 7,5 milhões de euros o impacto da reposição dos salários aos trabalhadores.

Entre 2014 e 2017, os trabalhadores viram os seus salários cortados entre 3% e 11%, por causa da crise.
Alberto Teixeira
8 Novembro, 201817:26

Maya fala em “redução importantíssima” dos NPE (non performing exposure), com reforço da cobertura de crédito.

Diz que entre setembro de 2017 e setembro de 2018 os ativos NPE reduziram-se em quase 22%, ascendendo a 6,3 mil milhões.
Alberto Teixeira
8 Novembro, 201817:28

Alberto Teixeira
8 Novembro, 201817:31

Em termos de operação, Maya salienta a “forte dinâmica comercial” do BCP, perante um “crescimento da carteira de crédito”.

– os recursos totais de clientes aumentaram 5,5% para 72,8 mil milhões em termos homólogos.
– o crédito a clientes cresceu 0,8% para 51,2 mil milhões de euros.
Alberto Teixeira
8 Novembro, 201817:43

“Estamos em crer que o trabalho tem sido consistente, decisões estratégicas e se a conjuntura macro estaremos em condições de cumprir com os nossos objetivos”, termina Maya a sua conferência.

Espaço agora para as perguntas e respostas dos jornalistas.
Alberto Teixeira
8 Novembro, 201817:46

Primeira questão sobre o impacto das novas regras do Banco de Portugal para a concessão de crédito.

Maya diz que não está preocupado com o impacto porque o “banco já estava a ser rigoroso” em termos de crédito. “Estamos a fazer as coisas bem feitas, o impacto é pequeno no nosso banco. Estamos a cumprir cabalmente as recomendações do regulador”, adiantou ainda o CEO do BCP.
Alberto Teixeira
8 Novembro, 201817:49

“Ao nível dos cortes salariais, gostava de corrigir: vamos fazer é uma compensação pela redução de salários. Não há nenhuma dívida, há um compromisso que reiteramos de compensar esse corte salarial. Assim que acharmos oportuno, vamos propor à assembleia geral”, diz Maya.

Alberto Teixeira
8 Novembro, 201817:56

Sobre o braço de ferro em Itália por causa do orçamento, Maya diz que o banco está a acompanhar o tem “com muita atenção”. “É um tema relevante, tem um impacto direto no custo da nossa dívida e no valor da nossa ação”, sublinhou.

Alberto Teixeira
8 Novembro, 201818:11

key Maya foi instado a esclarecer o que quis dizer com o facto do o banco continuar atento ao tema dos custos. Vêm aí mais saídas de trabalhadores?

“O que quis dizer é que o tema dos custos não é um tema do passado”, frisou o presidente executivo do BCP.
“Não vamos esquecer o tema dos custos, estamos a tratar desse tema com enorme rigor”, acrescentou ainda.
Ainda assim, Maya disse que é normal que haja saídas, seja por reforma ou por opção própria, adiantando que o banco vai admitir trabalhadores para a área do digital.
Alberto Teixeira
8 Novembro, 201818:12

Maya já terminou a conferência de imprensa, mas antes disso teve oportunidade de esclarecer que não se antecipam mudanças na estrutura acionista do BCP.

“Quer da parte da Angola, quer da parte da China, quer da parte dos outros acionistas, a relação tem sido positiva. Tem havido um acompanhamento próximo dos acionistas. Mas não tenho nenhuma indicação de que algum deles queira reduzir a sua participação”, frisou.

Alberto Teixeira
8 Novembro, 201818:20

key Termina assim o liveblog que acompanhou os resultados do BCP nos primeiros nove meses do ano.

O banco quase duplicou os lucros neste período, explicado pelo contributo da atividade doméstica e também pela redução das imparidades.
Na conferência de imprensa, Maya reafirmou a intenção de pagar dividendos tão cedo quanto possível, sem colocar em causa a solidez financeira do banco. Também reafirmou o compromisso de compensar os trabalhadores pelos cortes salariais entre 2014 e 2017.
Sobre o negócio da Polónia, foi “uma oportunidade grande de criação de valor” para o banco. Adiantou ainda que “até ao final deste mandato não vão efetuar aquisições adicionais”. “Temos no nosso plano um crescimento 100% orgânico”, lembrou.
Muito obrigado por nos ter acompanhado. Até à próxima.
Alberto Teixeira

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Miguel Maya: “Não vamos esquecer o tema dos custos, estamos a tratar disso com enorme rigor”

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