Uma a uma, marcas estão a dizer adeus aos plásticos

  • Rita Frade
  • 23 Setembro 2018

Marcas e fabricantes de plástico unidos na redução de poluição nos mares e oceanos. Estão a apostar em alternativas mais sustentáveis, como palhinhas de papel ou cotonetes biodegradáveis.

Primeiro uma, depois outra e outra. Aos poucos, as marcas têm vindo a insurgir-se contra os plásticos, sobretudo depois de a Comissão Europeia ter anunciado que iria propor a proibição de objetos de utilização única e que facilmente podem ser substituídos por materiais mais sustentáveis, como é o caso das palhinhas, dos cotonetes, dos talheres de plástico ou dos suportes plásticos para balões.

McDonald’s, Starbucks, Lidl, IKEA, Adidas, Marriott, Intermarché e PepsiCo são algumas das marcas que já anunciaram que iriam contribuir para a redução do plástico, encontrando alternativas mais amigas do ambiente, como palhinhas de papel ou copos de vidro ou de porcelana.

Adeus palhinhas de plástico. Olá palhinhas de papel!

Pôr fim às palhinhas de plástico foi uma decisão tomada pela McDonald’s, pelo Starbucks e pela cadeia de hotéis Marriott. Aos poucos vão ser substituídas por palhinhas feitas de material biodegradável, como o papel.

A McDonald’s está, ainda, em fase de testes, em alguns países, mas o Starbucks e os hotéis Marriott esperam eliminar as palhinhas de plástico, definitivamente, dos seus estabelecimentos no prazo de um a dois anos.

Cotonetes biodegradáveis e compostáveis são outra das novidades

O Intermarché também já declarou guerra aos objetos de utilização única. Através da sua marca Labell, desenvolveu cotonetes biodegradáveis e compostáveis, para substituir os outros, menos amigos do ambiente.

O lançamento destes novos cotonetes é “o anunciar de uma batalha contra o plástico e contra as embalagens e produtos que ficam de forma vitalícia na terra ou no mar“, diz o Administrador Responsável de Marketing do Intermarché, Michel Silva, em comunicado.

Pratos, copos, sacos de congelação e de lixo também têm os dias contados

A IKEA e o Lidl também já se comprometeram a reduzir o consumo de plástico, inclusive em Portugal. Como? Retirando das suas lojas todos os produtos de uso único e descartável, como palhinhas, pratos, copos, sacos de congelação ou de lixo.

Triplicar conteúdo de plástico reciclado. Palavra de PepsiCo!

A empresa detentora de marcas como a Pepsi, 7UP, Lay’s ou Cheetos também já se comprometeu a utilizar “mais do triplo de plástico reciclado nas suas garrafas, comparativamente à atualidade“, diz a PepsiCo em comunicado. O objetivo é “atingir a quota de 50% de plástico reciclado (PET) nas suas garrafas em 2030, na União Europeia (UE)“.

Roupas e sapatos feitos a partir de poliéster reciclado a caminho

A Adidas foi outra das marcas a anunciar que iria juntar-se à lista das empresas que estão a substituir o plástico, por materiais mais sustentáveis. O objetivo é, a partir de 2024, utilizar apenas poliéster reciclado nas suas roupas e sapatos.

Lisboa mais amiga do ambiente

Entre outras medidas, a Câmara Municipal de Lisboa quer proibir a utilização de copos de plástico na capital até 2020, ano em que será Capital Verde Europeia. Com esta iniciativa, a autarquia pretende mostrar aos restantes países do sul da Europa que é possível alterar hábitos.

E quem fabrica produtos de plástico? É preciso adaptar

A Tetra Pak é uma das empresas que apoia a estratégia de redução de plástico da Comissão Europeia, tendo já assinado, aliás, um acordo voluntário com a mesma, em janeiro de 2018.

As questões relacionadas com a problemática dos plásticos são levadas muito a sério pela companhia e todos os esforços estão reunidos de forma a conseguirmos contribuir para a resolução deste problema“, diz Ingrid Falcão, Environment Executive da Tetra Pak Ibéria.

A fabricante de embalagens para alimentos e também de palhinhas tem, inclusive, uma equipa de desenvolvimento de produto, que “explora e investiga soluções para melhorar o perfil ambiental” dos seus produtos, onde estão incluídas as palhinhas feitas à base de papel.

Os próprios clientes da Tetra Pakjá demonstraram interesse em se encontrar alternativas às palhinhas de plástico“. Contudo, “a conceção de uma palhinha de papel compatível com as embalagens individuais apresenta vários desafios” e, por isso, a “disponibilidade a nível comercial irá demorar mais algum tempo“, admite Ingrid Falcão.

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