Direto Imobiliário: Governo “tem de ter cuidado quando faz mexidas em termos de legislação”

Advocatus Summit: o meeting point entre a advocacia e as empresas já arrancou, no Museu Fundação Oriente.

A Advocatus Summit arrancou esta quarta-feira com o tema “Proteção de dados: estão as empresas preparadas?”. Neste segundo painel, com o tema “Imobiliário: O que procura o investidor?“, vamos contar com a presença de Miguel Marques dos Santos, sócio Vieira de Almeida, Gonçalo Reino Pires, sócio SLCM, José Miguel Flórido, Board Member Sonae RP e Jorge Marrão, da Real Estate Sector Leader Deloitte.

No seu ano de estreia, a Advocatus Summit pretende ser o meeting point entre a advocacia de negócios e o setor empresarial. O encontro conta com o patrocínio oficial de sete escritórios de advogados: a CMS Rui Pena & Arnaut, Garrigues, MLGTS, PLMJ, Serra Lopes, Cortes Martins & Associados, SRS Advogados e VdA.

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Momentos-Chave

16 Maio, 201810:39

Bom dia,

Vamos dar início ao segundo painel desta conferência.
Rita Neto
16 Maio, 201810:43
Os temas principais que preocupam os investidores são a rentabilidade e a estabilidade, começa por dizer Miguel Marques dos Santos, da Vieira de Almeida.
“Em termos de estabilidade, é um aspeto que me preocupa regularmente. Nos investidores da promoção imobiliária, e sobretudo na reabilitação, estas mudanças legislativas que se aproximam são, de facto, muito preocupantes”.
Rita Neto
16 Maio, 201810:48

Para Jorge Marrão, real estate sector leader da Deloitte, refere que “a classe política tem de ter muito cuidado quando faz mexidas em termos de legislação”.
“A única coisa que pensa a nossa classe política é distribuir a riqueza, mas não pensa no impacto que vai ter essa distribuição”.


Rita Neto
16 Maio, 201810:49
Para Jorge Marrão, real estate sector leader da Deloitte, refere que “a classe política tem de ter muito cuidado quando faz mexidas em termos de legislação.
“A única coisa que pensa a nossa classe política é distribuir a riqueza, mas não pensa no impacto que vai ter essa distribuição”.
Rita Neto
16 Maio, 201810:56
Para Jorge Marrão, real estate sector leader da Deloitte, refere que <font color="262f26” face=”Fira Sans, sans-serif”>”a classe política tem de ter muito cuidado quando faz mexidas em termos de legislação“.
“A única coisa que pensa a nossa classe política é distribuir a riqueza, mas não pensa no impacto que vai ter essa distribuição”.
Rita Neto
16 Maio, 201810:58
Taxas de juro condicionam investimentos
Estamos a viver um momento muito positivo, embora não saiba se estamos na crista da onda“, afirma José Miguel Flórido.
Para o board member da Sonae RP, “obviamente, estas decisões de investimento e de escolha de uma determinada geografia são muito condicionadas pelo momento em termos de evolução das taxas de juro”.
“Estamos num momento único”, diz, explicando que isso acaba por “repercutir-se num momento de alta de preço“.
Rita Neto
16 Maio, 201811:02
Encaro estas propostas que estão em debate no Parlamento como o que não se deveria fazer”, diz Miguel Marques dos Santos.
O sócio da Vieira de Almeida explica que “não podemos, quando falamos de estabilidade, criar soluções legislativas como criámos em 2012”.
Estou de acordo com o que se fez antes, mas não estou de acordo com o que se está a fazer agora”.
Rita Neto
16 Maio, 201811:09
Jorge Marrão afirma: “O que estamos a fazer é um total enviesamento da política nacional”.
Para o especialista imobiliário da Deloitte, “está-se a criar uma situação que é uma distorção de preço e que, em algum momento, alguém vai ter e pagar”.
“Algo que não devemos tentar fazer é adivinhar os preços, porque isso não é possível. Isso resulta da dinâmica do mercado. Ninguém o pode controlar”.

Rita Neto
16 Maio, 201811:16

Neste momento, as leis que existem já dão instrumentos suficientes às autarquias para atuar nestes mercados de outra maneira“, diz Gonçalo Reino Pires.

Apesar de toda a dinâmica que as cidades de Lisboa e Porto têm tido, “há muitos imóveis que podem ser reabilitados e que não estão a ser colocados no mercado“. Para o sócio da SLCM, “todos estes imóveis são uma fatia à margem deste mercado, e não estão a contribuir para a formação de preço”.

Relativamente ao imobiliário próprio, “o Estado tem estado a tentar fazer isso, mas ainda não o está a fazer de forma estruturada. O que se passa é que existem muitas empresas públicas que têm muito imobiliário, que não está afeto à exploração, e que facilmente poderiam ser rentabilidade“, diz Gonçalo Reino Pires.

Rita Neto
16 Maio, 201811:27
“Temos que encontrar mecanismos que garantam que as identidades dos centros históricos têm de ser preservadas”
Questionado sobre o problema do alojamento local, José Miguel Flórido começa por responder: “sou merceeiro e tenho um grande interesse em estar perto dos meus clientes nos centros urbanos”.
“O tema da gentrificação dos centros urbanos é algo que me preocupa, como português e como profissional. Não sei quais são as soluções ideais, mas tenho a certeza que temos que encontrar mecanismos que garantam que as identidades dos centros históricos têm de ser preservadas“.
Para o board member da Sonae RP, “isso implica um conjunto de limitações em relação ao assunto do alojamento turístico”.
Rita Neto
16 Maio, 201811:32

E termina, assim, o Painel II da Advocatus Summit, cujos temas principais à volta do mercado imobiliário foram as alterações legislativas e a preocupação em reabilitar os imóveis de entidades públicas que estão ao abandono.

Assente ficou um ponto: o mercado imobiliário está a viver um momento positivo.
Rita Neto

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