Turismo responde por 7% da economia nacional

O setor gerou perto de 11,5 mil milhões de euros em valor acrescentado bruto, enquanto o consumo dos turistas aumentou para mais de 23 mil milhões de euros.

O peso do turismo sobre a economia nacional está a aumentar. Em 2016, turismo gerou perto de 11,5 mil milhões de euros, o que representou mais de 7% do valor acrescentado bruto (VAB) gerado pelo conjunto da economia nesse ano. E os turistas também estão a gastar mais: no ano passado, o consumo dos turistas ultrapassou os 23 mil milhões de euros, o equivalente a mais de 12% do produto interno bruto (PIB) do país.

Os dados foram divulgados, esta quinta-feira, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), que dá conta de níveis de valor acrescentado bruto e de consumo no turismo “claramente superiores” aos que se registavam em 2014 e 2015, “confirmando o aumento da relevância das atividades associadas ao turismo na economia nacional”.

Ao todo, o valor acrescentado bruto gerado pelo turismo em 2016 fixou-se em 11.489 milhões de euros, um aumento de cerca de 10% face ao que tinha sido registado em 2015 e o equivalente a 7,1% do valor acrescentado bruto da economia nacional. Já o consumo dos turistas ascendeu a 23.180 milhões de euros em 2016, um aumento homólogo de 5,8% e o equivalente a 12,5% do PIB.

Significa isto que Portugal é o segundo país da Europa onde o turismo tem maior relevância na economia nacional. No que toca ao peso do consumo dos turistas sobre o PIB, Portugal só é ultrapassado por Malta, onde o consumo de turistas responde por 17,4% do PIB. Já quanto ao peso do valor acrescentado bruto do turismo relativamente à economia global, só Espanha tem um peso maior, de 7% em 2015, quando em Portugal era de 6,7% nesse ano (o INE não apresenta ainda a comparação com dados de 2016).

Também no que toca ao emprego o turismo assume maior expressão em Portugal do que no resto da Europa: o turismo empregava 9,2% do total da população empregada em 2015, um número só ultrapassado por Espanha, onde o turismo respondia, nesse ano, por 11,6% do emprego total do país.

É sobretudo a despesa feita pelos turistas internacionais que está a contribuir para esta evolução. No biénio 2014/2015 (não há ainda dados para 2016), os não residentes responderam por 61,5% da despesa feita pelo conjunto dos turistas, um gasto feito sobretudo no alojamento, restauração e transportes. Feitas as contas, por cada 100 euros de despesa feita pelos turistas internacionais nestes três segmentos, “foram gerados, adicionalmente, 23 euros de PIB na restauração e bebidas, 22 euros no alojamento e 4 euros nos transportes aéreos, em 2015”, aponta o INE.

Notícia atualizada às 10h58 com mais informação.

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