Porto: Só 10% da oferta de escritórios é de qualidade alta

A procura é dinâmica, a oferta é escassa. Um estudo ao mercado de escritórios do Grande Porto concluiu que há aí uma oportunidade de negócio para os investidores. Rendas mais altas estão na Boavista.

Só 10% da oferta de espaço para escritórios no Grande Porto é considerada “de qualidade alta”. Uma análise ao mercado de escritórios desta região pôs a descoberto que apenas uma curta porção da oferta preenche os requisitos exigidos pela maioria dos ocupantes. A par com o dinamismo na procura e com a escassez da oferta, o Grande Porto é uma oportunidade de negócio para os investidores.

A conclusão consta num estudo exaustivo a este mercado, desenvolvido pela Predibisa e pela Cushman & Wakefield, com o objetivo de “dar a conhecer o setor” e incentivar “o investimento e posterior crescimento”. Segundo o documento, a qualidade da oferta importa na medida em que é um fator que “condiciona o desenvolvimento do mercado” e pode mesmo ser decisivo “na opção de localização por parte de grandes empresas”. Estas, se não virem os requisitos básicos serem preenchidos, podem sempre escolher “diferentes cidades”, explica o estudo “Mercado de Escritórios do Porto”.

Olhando para os números, as consultoras estimam que, “num futuro próximo”, se possa “consolidar a atratividade recente” de que a Área Metropolitana do Porto “tem vindo a gozar no mercado internacional da procura de escritórios” — o “caminho da reabilitação” é “o mais evidente”, indicam. Ainda assim, há registo de um “crescimento da oferta em quantidade e qualidade”. E, além disso, “dentro de alguns anos, o mercado de escritórios do Grande Porto poderá vir a ser mais profissionalizado”, com mais “transparência e liquidez”.

Quanto as dados recolhidos, indicam que a maioria da oferta de escritórios da região se concentra no concelho do Porto. São cerca de 800 mil metros quadrados à disposição em mais de 200 edifícios e que representam 55% da oferta total do Grande Porto. A zona com maior oferta e qualidade é a Boavista. É também a zona com as rendas mais altas, que podem variar entre os 12 e os 14 euros por metro quadrado.

Ainda segundo o estudo, a oferta total de escritórios do Grande Porto, que engloba Porto, Maia, Matosinhos e Vila Nova de Gaia, situa-se nos 1,5 milhões de metros quadrados distribuídos por cerca de quatro centenas de projetos. O trabalho concluiu também que apenas 13% dessa oferta é propriedade de investidores institucionais, uma “dimensão ainda reduzida” cujas aquisições terão envolvido cerca de 300 milhões de euros, estima-se.

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