Lucros da banca de Wall Street vão disparar com Trump

Os seis maiores bancos norte-americanos poderão assistir a um aumento de 14% dos lucros anuais com o plano de redução dos impostos que a administração de Donald Trump pretende implementar.

Lucros, lucros e mais lucros. O plano fiscal que Donald Trump apelidou de “fenomenal” poderá representar a sorte grande para os grandes bancos de Wall Street. Contas da Bloomberg apontam para um aumento de 14% dos resultados das principais instituições financeiras norte-americanas em função das poupanças que a baixa de impostos prometida por Trump poderá trazer.

Os seis maiores bancos americanos poderão poupar um total de 12 mil milhões de dólares, de acordo com dados compilados pela Bloomberg, isto num cenário em que Trump baixa a taxa de impostos dos 35% para os 15%.

Têm sido sobretudo as ações do setor financeiro aquelas que mais têm subido desde que Donald Trump foi eleito Presidente dos EUA, a 8 de novembro de 2016. A perspetiva de impostos mais baixos foi um dos motivos para as valorizações expressivas da banca em Wall Street. Mas também a promessa do republicano de aliviar as regras impostas ao setor na sequência da crise financeira de 2007 deu ânimo aos títulos do setor.

O principal banco que beneficiará desta medida será o Wells Fargo, que poderá ver os lucros dispararem 16%. Já o JPMorgan Chase, o maior banco norte-americano, poderá poupar aproximadamente três mil milhões de euros por ano, o que permitirá aumentar os lucros em 14%.

Em contrapartida, o impacto do novo enquadramento fiscal no Citigroup e Bank of America seria menor. No caso do Citigroup, isto acontece porque grande parte dos seus resultados provêm das operações internacionais do grupo. Ainda assim, os seus lucros poderão aumentar 11%. No caso do Bank of America, o banco já goza de uma taxa fiscais mais baixa nos EUA, pelo que não iria beneficiar tanto da redução de impostos.

Goldman Sachs e Morgan Stanley também veriam os seus lucros acelerar a um ritmo semelhante ao que Wells Fargo e JPMorgan podem apresentar, embora as poupanças para os dois bancos sejam menores: em torno de mil milhões de dólares.

“A reforma fiscal é difícil, mas subir ou descer impostos é fácil”, referiu Fred Cannon, especialista da Keefe, Bruyette & Woods, citado pela Bloomberg. “Uma taxa de impostos mais baixa seria uma dádiva para os bancos, mais do que para os outros setores”, acrescentou.

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