João Galamba sobre CGD: Marcelo está “implicado” como Centeno

Para João Galamba, Marcelo está tão "implicado" no caso da CGD como o ministro das Finanças. O Presidente da República recusou-se a responder ao deputado socialista.

O deputado socialista não tem dúvidas de que Marcelo Rebelo de Sousa está “profundamente implicado” no caso da Caixa Geral de Depósitos. João Galamba inclui o Presidente da República na esfera de responsabilidade sobre a isenção da entrega de declaração de património e remuneração dos gestores da CGD. “Tudo aquilo de que é acusado Mário Centeno pode Marcelo Rebelo de Sousa, o Presidente da República português, ‘ipsis verbis’, ser acusado da mesma coisa”, garantiu o porta-voz do PS no programa “Sem Moderação”, do Canal Q e TSF.

Galamba não tem dúvidas: “O Presidente da República está profundamente implicado nisto”. “O que ele tentou fazer, na segunda-feira, político hábil como é, foi tentar demarcar-se disto e tentar desresponsabilizar-se de algo que também é responsabilidade sua”, argumentou o deputado socialista, referindo que o SMS revela o envolvimento de Marcelo Rebelo de Sousa no caso.

“A única coisa que concebo é que o ministro Mário Centeno e a sua equipa foram ineptos [demonstra ausência de inteligência] politicamente a gerir tudo isto”, afirmou João Galamba. Mas o porta-voz do Partido Socialista vai mais longe, admitindo que o Governo e o ex-presidente da CGD estava convencido de que a alteração legislativa bastava para isentar os gestores da apresentação das declarações.

“Reconheço e é esse para mim o significado do erro de perceção mútuo que Mário Centeno e António Domingues estavam convencidos que o alcance daquela alteração legislativa que foi feita também incluía as declarações de rendimento e património”, admitiu o deputado socialista, referindo que a partir do momento em que isso não é verdade, “o problema é de António Domingues”. Para João Galamba “não há nenhuma quebra de acordo”.

Marcelo recusa pronunciar-se sobre declarações do porta-voz do PS

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, recusou hoje pronunciar-se sobre as considerações do porta-voz do PS, João Galamba, quanto ao seu envolvimento na polémica da Caixa Geral de Depósitos (CGD).

“É muito simples. É um caso encerrado, ponto final, parágrafo. É um caso [CGD] que está encerrado. Agora, olhemos para o futuro, e no futuro temos muito para tratar em relação à recapitalização da Caixa, como já disse”, reiterou o chefe de Estado esta tarde, pelas 16:40, de visita ao Centro de Apoio Tecnológico à Indústria Metalomecânica, no Porto.

“Em relação ao passado, terminou. O Presidente, o que tinha a dizer, está dito, não muda uma linha, não muda uma vírgula, não acrescenta uma vírgula, está dito. O Presidente disse aquilo que entendia que devia dizer, está dito! Como não há quem substitua o Presidente no exercício das suas funções, está dito”, insistiu, sem fazer qualquer comentário sobre as palavras de Galamba.

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