Novo Banco termina com ajudas do Estado à banca

Novo Banco volta a antecipar reembolso de dívida garantida pelo Estado. É já na sexta-feira que faz o último pagamento da dívida que o BES contraiu com garantia pública.

Fim à vista para as ajudas do Estado à banca portuguesa. Depois de o BCP ter reembolsado na semana passada os últimos CoCos, agora é o Novo Banco que se prepara para cortar a ligação entre banco privado e dinheiro público.

Em causa está o reembolso da última de três linhas de obrigações seniores lançadas ainda pelo BES, fevereiro em 2012, no valor de 1.500 milhões de euros e que contava com a garantia da República. O Novo Banco vai efetuar o último pagamento já na próxima sexta-feira, segundo o comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

Face à folga de liquidez do banco liderado por António Ramalho, a instituição, que se encontra em fase final de venda, resolveu ir antecipando de forma regular os reembolsos desta dívida que apenas atingia maturidade em 2017. Com isto, poupa nos custos associados à garantia do Estado.

No total, o BES emitiu 3.500 milhões de euros em títulos de dívida através de três emissões abrigadas pela garantia do Estado.

O reembolso da dívida com garantia estatal por parte do Novo Banco marca assim o fim da intervenção do Estado na banca portuguesa. Depois do aumento de capital, o BCP pagou os últimos 700 milhões dos 3.000 milhões da ajuda pública que havia contratado através dos instrumentos híbridos chamados CoCos. Foi o mesmo tipo de obrigações que a Caixa Geral de Depósitos converteu em capital no início do ano, num total de 900 milhões, no arranque do processo de recapitalização do banco público.

Já o BPI recebeu 1.500 milhões de euros de ajuda pública, tendo concluído o reembolso ao Estado em junho de 2014.

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