Diretora do Tesouro sai. Mas a culpa não é da CGD

Foi na sexta-feira que as Finanças anunciaram a saída da diretora-geral do Tesouro. Isto depois de o nome de Elsa Roncon ter surgido nos documentos da CGD. Uma relação que veio agora desmentir.

O Ministério das Finanças informou no final da semana passada que a diretora-geral do Tesouro e Finanças, Elsa Roncon Santos, se tinha demitido. Uma saída que aconteceu depois de se ficar a saber que o seu nome aparece na troca de emails entre os membros de gabinetes das Finanças, António Domingues e o secretário de Estado Mourinho Félix. Mas a ex-diretora-geral já veio dizer que a sua demissão nada tem a ver com a polémica em torno da Caixa Geral de Depósitos (CGD). Mas sim com a entrada de um novo secretário de Estado no Ministério das Finanças.

Foi na sexta-feira que o Ministério das Finanças anunciou a saída da diretora-geral do Tesouro e Finanças. Isto depois de o nome de Elsa Roncon Santos ter aparecido numa troca de emails entre os membros de gabinetes das Finanças, António Domingues e o secretário de Estado Mourinho Félix. O tema dessas cartas, expresso numa mensagem com data de 3 de maio de 2016, às 20h51, de Susana Larisma (chefe de gabinete de Mourinho Félix) para a diretora do Tesouro, era as mudanças do Estatuto do Gestor Público.

"Tive uma excelente relação com o secretário de Estado Adjunto do Tesouro e das Finanças, Dr. Ricardo Mourinho Félix. Com a perspetiva de voltar a ter uma tutela bicéfala senti-me sem força anímica para iniciar um novo ciclo”

Elsa Roncon

ex-diretora-geral do Tesouro e das Finanças

Mas hoje Elsa Roncon vem desmentir a relação entre a sua demissão e a polémica em torno da Caixa. Ao Jornal de Negócios, explica que foi a entrada de um novo secretário de Estado no Ministério das Finanças que motivou a sua saída. “Tive uma excelente relação com o secretário de Estado Adjunto do Tesouro e das Finanças, Dr. Ricardo Mourinho Félix. Com a perspetiva de voltar a ter uma tutela bicéfala senti-me sem força anímica para iniciar um novo ciclo”, explica a ex-diretora-geral do Tesouro ao Jornal de Negócios.

A Direção-Geral do Tesouro e das Finanças vai passar a estar sob a alçada de dois secretários de Estado. Mourinho Félix vai ficar responsável pelas Finanças, enquanto Álvaro Novo, até agora economista-chefe no gabinete do ministro das Finanças, será o novo secretário de Estado do Tesouro. O Ministério das Finanças justificou a entrada de um novo elemento para a sua equipa com a necessidade de intensificar a execução da estratégia para o setor empresarial do Estado prevista no Programa do Governo, avançou a Lusa.

Segundo o Negócios, esta divisão não agradou Elsa Roncon, que optou por sair. “Tenho 66 anos e estou a quatro meses da reforma”, explicou, acrescentando que “estive cinco anos e meio à frente da DGTF, passei pelo período da troika, acumulando funções no Fundo de Resolução. Vivi de perto os problemas do sistema financeiro com o caso do BES e Banif”.

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