Áreas industriais recebem investimento de 180 milhões

  • ECO
  • 7 Fevereiro 2017

Investimento reserva 102 milhões para acessibilidades rodoviárias e 78 milhões para a criação e expansão de zonas empresariais. Autarquias vão usar fundos comunitários.

O primeiro-ministro António Costa intervém na apresentação do Programa de Valorização das Áreas Empresariais esta tarde na empresa MSC (Mediterranian Shipping Container) no Entroncamento. MIGUEL A. LOPES/LUSA

O primeiro-ministro, António Costa, disse hoje que o investimento público de 180 milhões de euros nas áreas industriais vai potenciar o investimento privado já realizado, com ganhos para o país em termos de crescimento e criação de emprego.

“Por isso, a prioridade foi muito clara: servir as zonas de localização empresarial e fazer o investimento público que melhor potencia o investimento privado realizado (..) e que podem ter melhor ganho de eficiência e melhor encurtamento de prazos de distribuição de mercadorias ou de acesso às matérias primas”, disse António Costa, no Entroncamento, no distrito de Santarém, onde o Governo apresentou o Programa de Valorização das Áreas Empresariais.

A prioridade foi muito clara: servir as zonas de localização empresarial e fazer o investimento público que melhor potencia o investimento privado realizado (..) e que podem ter melhor ganho de eficiência e melhor encurtamento de prazos de distribuição de mercadorias ou de acesso às matérias primas.

António Costa

Primeiro-ministro

O programa prevê um investimento de 180 milhões de euros, dos quais 102 milhões em acessibilidades rodoviárias e 78 milhões na criação e expansão de zonas empresariais. Esta verba será financiada através da abertura de concursos dos Programas Operacionais do Portugal 2020, aos quais podem concorrer as autarquias que pretendam melhorar as condições de instalação de empresas.

Nestes investimentos são abrangidas as regiões Norte (112 milhões de euros), Centro (50 milhões) e Alentejo (18 milhões) e estão previstos investimentos até 2021.

“É isso que estamos aqui hoje a fazer, investimentos que permitem potenciar o investimento que já foi feito pelas empresas, pelas autarquias, nas zonas industriais, e pelo Estado, nas infraestruturas rodoviárias e ferroviárias, e que temos de potenciar para termos mais crescimento, melhor emprego e maior igualdade”, destacou António Costa.

Segundo disse o ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, que também esteve presente na cerimónia, além do investimento das acessibilidades em 12 áreas empresariais, o Governo tem “a expectativa de que mais 50 áreas empresariais venham a ser aprovadas no mapeamento a apoiar por Bruxelas, no mapeamento das três zonas de convergência”, as regiões Norte, Centro e Alentejo.

[O Governo tem] a expectativa de que mais 50 áreas empresariais venham a ser aprovadas no mapeamento a apoiar por Bruxelas, no mapeamento das três zonas de convergência.

Pedro Marques

Ministro do Planeamento e Infraestruturas

As infraestruturas e equipamentos para a criação e expansão das áreas empresariais visam, segundo o Governo, reforçar a competitividade das regiões de convergência, melhorar as condições de instalação das empresas nas áreas em que existe falta de espaços de implantação empresarial, potenciar a criação de emprego e aumentar as exportações, entre outros.

Por outro lado, o investimento nas acessibilidades de 12 áreas empresariais já existentes, realizado maioritariamente com orçamento da Infraestruturas de Portugal, tem como objetivo reduzir o tempo de percurso até à rede estruturante, facilitar o acesso aos portos e à fronteira, fomentar o crescimento económico e a captação de novos investimentos, garantir a manutenção das empresas já instaladas nessas áreas empresariais, potenciar a captação de novos investimentos nessas áreas empresariais e aumentar a segurança da circulação rodoviária.

Os critérios para este investimento são o de garantir a manutenção das empresas já instaladas nessas áreas empresariais, potenciar a captação de novos investimentos, redução do tempo de percurso, o custo por quilómetro e a dimensão do tecido empresarial.

O programa garante as seguintes ligações:

Região Norte (82 milhões de euros)

  • Ligação do Parque de Negócios de Escariz – Arouca à A32 | Sta. Maria da Feira – 26,2 milhões de euros – investimento a concretizar até 2019
  • Ligação à Área Industrial de Fontiscos | Santo Tirso – 700 mil de euros – investimento a concretizar até 2018
  • Ligação da Zona Industrial de Cabeça de Porca | Felgueiras à A11 – 8,5 milhões de euros – investimento a concretizar até 2020
  • Ligação do Parque Empresarial de Formariz | Paredes de Coura à A3 – 5,4 milhões de euros – investimento a concretizar até 2020
  • Ligação do Parque Empresarial de Lanheses à ER305 – 210 mil euros – investimento a concretizar até 2018
  • Via de Acesso ao Avepark em Guimarães – Parque de Ciência e Tecnologia das Taipas | Espaço Industrial de Gandra – 18,4 milhões de euros – investimento a concretizar até 2021
  • Melhoria das Acessibilidades às Áreas de Localização Empresarial de Famalicão Sul | Ribeirão e Lousado – 5,37 milhões de euros – investimento a concretizar até 2018
  • Melhoria das Acessibilidades à Área de Localização Empresarial de Lavagueiras | Castelo de Paiva – 17,7 milhões de euros – investimento a concretizar até 2021

Região Centro (15 milhões de euros)

  • Acessibilidades ao Parque Industrial do Mundão | Sátão – 6,93 milhões de euros – investimento a concretizar até 2019
  • Acessibilidades à Zona Industrial de Riachos | Entroncamento, Golegã, Torres Novas – 8,35 milhões de euros – investimento a concretizar até 2020

Alentejo (cinco milhões de euros)

  • Ligação da Zona Industrial de Rio Maior à EN114 – 2,4 milhões de euros – investimento a concretizar até 2020
  • Melhoria das Acessibilidades à Zona Industrial Campo Maior – 2,45 milhões de euros – investimento a concretizar até 2019

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