José Diogo Quintela: “Queria ser um patrão explorador”

  • ECO
  • 28 Janeiro 2017

Um dos donos da Padaria Portuguesa responde com ironia à polémica em torno das declarações do sócio sobre a legislação laboral. José Diogo Quintela diz não ter condições para "explorar" funcionários.

Nuno Carvalho, um dos sócios da Padaria Portuguesa, defendeu, numa entrevista à SIC, uma maior flexibilização laboral. Isto ao mesmo tempo que explicou que um quarto dos funcionários da empresa vão, com o aumento do Salário Mínimo Nacional (SMN), passar a receber esse mesmo valor. José Diogo Quintela, um dos donos, reagiu à polémica entretanto gerada pelas declarações. Diz ser um escândalo ter de se pagar aos funcionários, lamentando, com ironia, não ter condições para ser um “patrão explorador”.

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"Não foi com esses pressupostos que entrei no negócio. Quando aceitei fazer a empresa, o objetivo era claro: tornar-me um grande patrão explorador (passe a redundância). Basicamente, ambicionava parasitar empregados.”

José Diogo Quintela

Sócio da Padaria Portuguesa

Com o aumento, 25% dos trabalhadores da Padaria Portugesa, que até agora ganhavam acima do SMN, passam a recebê-lo. “É um escândalo! Quer isso dizer que os trabalhadores da PP são pagos? Em dinheiro, ainda por cima? Mais indignado fico com a preocupação do Nuno com a flexibilização da lei laboral. Então a PP respeita legislação? Mau!”, escreve José Diogo Quintela, primo de Nuno Carvalho, na coluna de opinião que tem no Correio da Manhã.

Acentuando o tom da crítica à polémica gerada em torno das declarações do primo, acrescenta que “não foi com esses pressupostos que entrei no negócio. Quando aceitei fazer a empresa, o objetivo era claro: tornar-me um grande patrão explorador (passe a redundância). Basicamente, ambicionava parasitar empregados”.

“Pessoalmente, preferia um negócio que envolvesse burlar idosos, mas a padaria era a via mais rápida para me tornar num porco capitalista”, acrescenta o antigo membro dos Gato Fedorento, concluindo que só agora descobriu que foi “enganado e não ando a espoliar empregados como era suposto. Pelos vistos, a Padaria Portuguesa cumpre leis e obrigações. Assim não é giro. Se era para isso, não me convidavam. O meu primo traiu-me”.

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