Obama perdoa militar que enviou documentos para a Wikileaks

Chelsea Manning foi responsável por uma das maiores divulgações de sempre de material confidencial e será libertada a 17 de maio, e não em 2045, como previa a sua sentença.

Barack Obama comutou a pena de Chelsea Manning. Na tradicional concessão de perdões seguida pelos Presidentes em final de mandato, Obama decidiu libertar a militar que foi condenada a 35 anos de prisão por ter revelado, em 2010, planos diplomáticos e militares dos Estados Unidos, ao enviar documentos à organização Wikileaks.

Chelsea Manning foi responsável por uma das maiores divulgações de sempre de material confidencial e será libertada a 17 de maio, e não em 2045, como previa a sua sentença.

A decisão de Obama surge depois de Manning ter tentado suicidar-se por duas vezes no ano passado, para fugir às condições em que está presa. Recorde-se que Chelsea Manning é uma mulher transgénero e está numa prisão militar masculina. A sua pena foi, de longe, a maior aplicada a alguém por divulgar documentos classificados.

O presidente cessante dos Estados Unidos perdoou ainda o general James Cartwright, que se declarou culpado de ter mentido ao FBI sobre conversas que teve com os jornalistas. O general norte-americano foi a fonte dos jornalistas que escreveram sobre um vírus que o Governo dos EUA usou para sabotar os planos nucleares do Irão, em 2008 e 2009. Cartwright deveria receber a sentença esta terça-feira mas, em vez disso, foi perdoado.

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