Barack Obama: “Yes, we can. Yes, we did it”

Num discurso sóbrio mas emotivo, Barack Obama despediu-se dos norte-americanos, prestou tributo à primeira-dama e garantiu: "Sim, podemos. Sim, fizemos".

Foi o discurso de despedida do democrata Barack Obama, ainda presidente dos Estados Unidos da América (EUA), que no próximo dia 20 de janeiro entregará a pasta a Donald Trump. Um discurso visto pela imprensa internacional como sóbrio e emotivo, em vez de nostálgico e alegre. E um discurso, segundo o jornal The Guardian, pejado de avisos e de presságios sobre o país que dentro de pouco mais de uma semana acordará para a imprevisibilidade da nova administração republicana.

Em Chicago, perante uma plateia ao vivo de 20 mil pessoas, e largos milhões a acompanharem em direto, Barack Obama reconheceu que não conseguiu acabar com o racismo e com o preconceito: “Depois da minha eleição, falou-se muito de uns Estados Unidos pós-raciais. Essa visão, ainda que bem-intencionada, nunca foi realista. Porque a raça continua a ser uma força potente e frequentemente dividida da nossa sociedade”, disse. Declarações vindas daquele que foi o primeiro (e, para já, único) presidente afro-americano dos EUA.

Tributo à primeira-dama

Carismático como sempre, Barack Obama não deixou de prestar homenagem à esposa e “melhor amiga”, Michelle Obama, que “assumiu um papel que não pediu e o tornou seu”. Limpou uma lágrima e continuou, garantindo que “fez da Casa Branca um sítio que agora pertence a todos. “Deixaste-me orgulhoso e deixaste o país orgulhoso”, garantiu Barack Obama.

Yes, we did it!

Noutro dos momentos mais marcantes do discurso, Obama garantiu que não vai parar por aqui e que estará com todos os norte-americanos, “enquanto cidadão”. E prosseguiu com um “pedido final”, o mesmo que fez quando, há oito anos, os norte-americanos lhe “deram uma chance”: “Estou-vos a pedir para acreditarem não na minha, mas na vossa capacidade de trazer mudança”, indicou. Terminou, recuperando o slogan de campanha e acrescentando-lhe mais qualquer coisa: Yes, we can. Yes, we did it. — “Sim, podemos. Sim, fizemos.”

A transição

Barack Obama não ignorou o elefante no meio da sala, mas só o tratou pelo nome uma vez. Certo que preferiria ceder o lugar a Hillary Clinton, terá de o fazer a Trump, que já lhe teceu duras críticas por, alegadamente, estar a levantar barreiras na transferência de poder. Sem mencionar isso diretamente, Obama sublinhou apenas estar empenhado numa transição pacífica: “Depende de todos nós assegurar que o nosso Governo nos pode ajudar a ultrapassar os muitos desafios que ainda enfrentamos”, frisou.

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