Juros voltam a cair, mas já chegaram aos 4%

As yields da dívida soberana nacional seguem em queda pelo segundo dia, mas mantém-se próxima da barreira dos 4%, nível que já superou esta manhã.

Os juros da dívida soberana aliviam um pouco por toda a Europa, um sentimento que é acompanhado pelas yields nacionais que recuam na generalidade dos prazos. Mas já estiveram novamente acima da fasquia dos 4%.

A taxa de juro a 10 anos da dívida nacional recua quase 2 pontos base, para os 3,958%, seguindo assim em queda pelo segundo dia consecutivo. Entre os restantes países periféricos, e no mesmo prazo, os juros espanhóis aliviam também quase 2 pontos base, para os 1,451%, enquanto os italianos caem 1 ponto, até aos 1,884%. Por sua vez, as bunds alemãs a 10 anos também deslizam perto de 1 ponto base, mas para os 0,27%.

Apesar da descida dos juros portugueses, a taxa a 10 anos já negociou no mercado secundário acima da fasquia psicológica dos 4% (4,013%) na sessão desta terça-feira. Um sinal de alerta que acontece numa altura em que o mercado aguarda a qualquer momento uma emissão de dívida por parte do IGCP. Contudo, o governo não se mostra preocupado com a recente subida dos juros soberanos nacionais, que fez soar os alarmes sobre a possibilidade de este nível poder empurrar Portugal para um novo resgate.

 

Em entrevista concedida nesta segunda-feira à Reuters, Mário Centeno, atribui a recente escalada dos juros nacionais a riscos e incertezas na Zona Euro, bem como à baixa liquidez no mercado, defendendo tratar-se de um movimento temporário. O ministro com a pasta das finanças defendeu ainda a economia forte tratará de inverter essa tendência e puxar pelos ratings em 2017. “Os fundamentos da economia portuguesa são hoje mais fortes (…) Na dimensão nacional, nós temos vindo a reforçar claramente os fundamentos da nossa economia”, disse Centeno.

De salientar que no final desta semana a agência de notação financeira Moody’s irá fazer uma nova avaliação à dívida portuguesa. Será a primeira agência de notação financeira a fazê-lo em 2017.

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