FT: “Novo Banco não deve ser vendido ao desbarato”

Na Lex Column, o FT destaca o interesse em torno do Novo Banco. Um apetite suscitado pela perspectiva de quebra nas provisões e regresso aos lucros. E, por isso, não deve ser vendido ao desbarato.

O Novo Banco está a entrar na fase final da venda. O Banco de Portugal já indicou um candidato preferencial, o Lone Star, cabendo agora ao Governo fechar o negócio. Mas há o risco de o valor a arrecadar ser demasiado baixo. O Financial Times escreve, na Lex Column, que o banco está a recuperar, pelo que “não deve ser vendido ao desbarato”.

“Os prejuízos do Novo Banco desde a sua criação rondaram, em média, os 250 milhões de euros por trimestre”, sendo que um quarto do crédito está em incumprimento ou em risco de o estar. A fotografia não é boa, mas o “Lone Star e os outros investidores estão a apostar que o pior já terá passado”. Ou seja, com 66% do malparado coberto, o grosso das provisões já terão sido reconhecidas.

Neste contexto, aumenta a expectativa de um regresso aos lucros. “Há motivos para ter esperança”, refere o FT no Lex Column (acesso pago). Além disso, “à medida que o Novo Banco estabiliza e os depósitos aumentam, os custos de financiamento irão reduzir-se. A margem financeira deverá subir”, nota, o que explica o interesse dos investidores.

“O ponto-chave é, por isso, o preço. O Fundo de Resolução enfrenta um forte prejuízo em resultado do resgate de 4,9 mil milhões de euros. O Novo Banco poderá não estar saudável, mas está a recuperar. Não deverá ser vendido ao desbarato”, conclui.

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