Um euro de consumo das famílias dá 74 cêntimos à economia

Novo produto do INE permite extrair conclusões interessantes. Um euro adicional de consumo de famílias contribui para um ganho de 74 cêntimos da economia. E que o turismo vale mais do que o petróleo.

Um euro adicional de consumo privado contribuía para o crescimento de 74 cêntimos da economia nacional em 2013, ano que ficou marcado pela redução do rendimento das famílias portuguesas e pelo agravamento do desemprego, numa altura em que Portugal cumpria o terceiro ano do resgate da troika.

De acordo com a estimativa apresentada pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), o mesmo euro adicional de gastos das famílias provocava um aumento de 26 cêntimos das importações de bens e serviços, dos quais 13 cêntimos eram destinados para consumo final direto das famílias e outros 13 cêntimos para integrarem o processo produtivo interno.

Estas simulações fazem parte das Matrizes Simétricas Input-Ouput com base nas Contas Nacionais referentes a 2013, um novo indicador do INE que permite simular choques da procura e choques da oferta sobre o conjunto da economia.

Quanto ao impacto da despesa pública, a relevância na economia era mais saliente: cada euro adicional de consumo das administrações públicas dava à economia 92 cêntimos, quando a palavra de ordem do Governo era de consolidação orçamental e contenção de gastos públicos.

Por seu turno, na formação bruta de capital fixo (o indicador de investimento), uma variação de um euro conduziria a aumento de 67 cêntimos do PIB.

O INE destaca ainda a importância do turismo para a economia portuguesa. Cada euro adicional que viesse da venda de bens e serviços turísticos (alojamento e restauração) a estrangeiros dava à economia 86 cêntimos. Com o mesmo euro adicional na exportação de produtos refinados do petróleo, o acréscimo no PIB seria de nas seis cêntimos.

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