Lucros do BCP quase duplicam para 257,5 milhões de euros até setembro

O maior banco privado português contabilizou lucros de 257,5 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano, 93,1% acima do resultado alcançado no período homólogo.

O BCP viu os seus resultados quase duplicarem nos primeiros nove meses do ano. A instituição financeira liderada por Miguel Maya apresentou lucros de 257,5 milhões de euros entre janeiro e setembro, o que representa uma subida de 93,1% face ao período homólogo de 2017. Para esse resultado contribuiu, sobretudo, a atividade em Portugal que teve uma “evolução muito favorável”, revela o banco em comunicado enviado ao regulador.

O desempenho da instituição financeira liderada por Miguel Maya fica acima do esperado. Os analistas do BPI estimavam que o BCP fechasse os primeiros nove meses do ano com um resultado de 244 milhões de euros.

O resultado líquido de 257,5 milhões de euros alcançado até setembro compara com os 133,3 milhões registados no mesmo período do ano passado, e representa o segundo ciclo consecutivo em que a instituição financeira apresenta lucros.

Para este resultado contribuiu sobretudo a atividade doméstica do BCP. O banco dá conta que a atividade em Portugal teve uma “evolução muito favorável”, acrescentando que esta deu um contributo de 114,9 milhões de euros nos primeiros nove meses de 2018, comparando com 0,8 milhões de euros no mesmo período de 2017“.

Já a atividade internacional aumentou em 7,2%, de 131,3 milhões de euros nos primeiros nove meses de 2017 para 140,8 milhões de euros no mesmo período de 2018.

Nos primeiros nove meses do ano, o banco presidido por Miguel Maya registou uma melhoria de 2,9% da margem financeira (diferença entre juros cobrados em créditos e juros pagos em depósitos) para 1.052,8 milhões de euros.

Comissões ajudam

Já as receitas com comissões cresceram 3,1%, para 510,1 milhões de euros, entre 2017 e 2018, contribuindo com 15,4 milhões para a melhoria dos resultados do banco.

“Esta evolução beneficiou sobretudo do desempenho favorável da atividade em Portugal, cujas comissões aumentaram 4,4%“, dá conta o maior banco privado português, acrescentado que esta evolução “traduz o aumento quer das comissões bancárias, quer das comissões relacionadas com os mercados financeiros“. Estas subiram 2,4% e 6,5%, respetivamente, face ao período homólogo.

No que respeita às imparidades, a instituição também reporta uma melhoria. Líquidas de recuperações, as imparidades no crédito evidenciaram “uma redução de 26,5% face aos 458,6 milhões de euros registados nos primeiros nove meses de 2017, fixando-se em 337,1 milhões de euros no mesmo período de 2018”, destacando a “diminuição verificada na atividade em Portugal, mas também o contributo da atividade internacional, que contou com o comportamento favorável de todas as subsidiárias”. Salienta neste âmbito, a operação polaca e, em menor escala, a operação em Moçambique.

Crédito cai em Portugal. Depósitos sobem

Já a carteira de crédito aumentou em 0,8% para 51.150 milhões de euros, com o apoio da atividade internacional. A nível nacional a tendência foi inversa, com o crédito a clientes a baixar 0,8%, para 37.629 milhões de euros, o que é justificado pelo BCP com a “uma importante redução dos NPE” (da sigla inglesa Non Performing Exposure)

Mas o banco salienta o crescimento da produção de crédito ao consumo e de crédito à habitação face aos primeiros nove meses de 2017, algo que diz ter sido “suportado pelo significativo desenvolvimento dos canais digitais em curso“.

Em relação aos recursos de clientes no balanço, foi registado um aumento de 5,5% para 72.786 milhões de euros, com os depósitos a crescerem em Portugal 5,8%, para 53.171 milhões de euros.

(Notícia atualizada pela última vez às 17h50 com mais informação)

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