Justiça alemã decide extraditar Puigdemont para Espanha

A Justiça alemã decidiu, esta quinta-feira, extraditar Carles Puigdemont para Espanha por suspeitas de peculato. O antigo presidente catalão mantém-se por agora em liberdade.

A Justiça alemã decidiu, esta quinta-feira, extraditar Carles Puigdemont para Espanha por suspeitas de peculato, avança o El País. O ex-presidente da Catalunha mantém-se por agora em liberdade e, uma vez em Espanha, poderá apenas ser julgado pelo crime que justifica a sua extradição, isto é, apesar da Justiça espanhola acusar este político de rebelião não poderá avaliar o caso.

“A acusação de peculato é aceitável, a extradição pela acusação de rebelião não é”, lê-se na nota divulgada pela Audiência Regional de Schleswig Holstein. De acordo com os responsáveis alemães, a “magnitude da violência” implicada num ato de alta traição “não foi alcançada” durante as manifestações a favor do referendo à independência da Catalunha, em outubro do ano passado. “Puigdemont queria apenas que um referendo, não incitou à violência”, sublinha ainda o comunicado referido.

No início de abril, a Audiência Regional de Schleswig Holsetin já tinha decidido descartar as acusações do crime de rebelião, que Espanha usara para justificar o pedido de extradição. Nessa ocasião, Puigdemont foi libertado sob uma fiança de 75 mil euros, enquanto as suspeitas de peculato estavam a ser analisadas pelo tribunal. O ex-líder do Generalitat estava na prisão de Neumünster desde 24 de março, data em que foi detido pela polícia alemã pouco depois de ter entrado no país pela fronteira dinamarquesa.

Carles Puigdemont foi acusado de rebelião pela realização do referendo à independência da Catalunha, em outubro do ano passado, assim como outros 14 separatistas. No mês passado, o Supremo Tribunal espanhol confirmou ainda as acusações de peculato e desobediência.

Comentários ({{ total }})

Justiça alemã decide extraditar Puigdemont para Espanha

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião