The Economist vê Portugal a crescer 2,1% em 2018. Menos uma décima do que o Governo

No evento organizado pela revista internacional, a unidade de inteligência definiu a sua previsão de crescimento para a economia nacional para os próximos dois anos.

Irene Mia é a responsável pelo departamento de inteligência do The Economist.Paula Nunes/ECO

Após ter registado um crescimento recorde em 2017, a economia nacional irá abrandar nos próximos anos, avançando 2,1% em 2018, menos uma décima do que a previsão do Executivo português, e 1,8% em 2019. As previsões são da The Economist que destaca este crescimento “sólido”, mas chama à atenção para alguns “desafios” que não foram ultrapassados até agora.

Segundo o relatório “The Outlook for Sustained Growth”, apresentado esta terça-feira no The Lisbon Summit, evento organizado pela revista internacional em Cascais, Portugal vai continuar o trajeto de crescimento, abrandando, no entanto, o ritmo.

Irene Mia, responsável global pelo departamento de inteligência do The Economist, destacou fatores económicos como os nível de confiança do consumidor, que estão agora acima dos registados antes da crise financeira, bem como o crescimento de 2,7% registado em 2017, um valor que já tinha sido previsto pela sua equipa.

“É um crescimento sólido e muito expressivo, depois do resgate financeiro que durou até 2014 e com o país a pagar a sua dívida”, afirmou Mia. Ainda assim, “há desafios que se mantêm”, avisa, referindo-se a “deficiências no sistema bancários, que têm mantido para trás o crédito ao consumo”.

Desta forma, “é muito importante manter o foco nas medidas macroeconómicas e orçamentais”, remata Irene Mia.

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