Constâncio ganhou 340 mil euros no último ano no BCE

  • Rita Atalaia
  • 22 Fevereiro 2018

Vítor Constâncio recebeu, no seu último ano enquanto vice-presidente do BCE, 340 mil euros. Ou seja, 945 euros por dia. Um salário que não fica muito longe do de Draghi, que recebeu quase 400 mil.

Vitor Constâncio recebeu 340 mil euros no último ano enquanto vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE). Ou seja, 28.350 euros brutos por mês, mais de 900 euros por dia. O português vai agora ser substituído por Luis De Guindos, ministro das Finanças espanhol, depois de a Irlanda ter anunciado no início desta semana que decidiu retirar a candidatura do governador do banco central para a vice-presidência do BCE.

O salário de Constâncio — de 340.200 euros por ano — não fica muito longe do de Mario Draghi: o presidente do banco central que decide a política monetária na Zona Euro recebeu quase 396.900 euros no ano passado. De um ano para o outro, ambos os responsáveis viram os seus ordenados aumentarem em 1,83%. Os restantes responsáveis do BCE receberam todos valores abaixo dos 300 mil euros. É o caso de Peter Praet, Benoît Coeuré, Yvs Mersch e Sabine Lautenschläger.

Salários dos responsáveis do Banco Central Europeu

Fonte: Relatório e Contas do BCE

Constâncio vai agora deixar de receber este rendimento, uma vez que foi o último ano na vice-presidência do BCE. Mas a reforma também será generosa. Segundo o Correio da Manhã, o português vai receber mais de 16 mil euros por mês, o que corresponde a 70% do seu último salário no banco, segundo as regras válidas para o cálculo de pensões no BCE. Se este valor se juntar ao cerca de nove mil euros a que tem direito como reformado do Banco de Portugal, então Constâncio receberá uma pensão superior a 25 mil euros por mês.

Fonte oficial do Banco de Portugal disse ao jornal que “Vítor Constâncio foi empregado e governador do Banco de Portugal em vários momentos da sua vida profissional (…) O valor da reforma que lhe foi atribuída resultou da aplicação das regras em vigor no Banco de Portugal que se aplicam à generalidade dos seus empregados, sendo calculada em aplicação dos instrumentos de regulamentação coletiva e respetivas tabelas neles previstas”.

O vice-presidente do banco central vai em maio dar lugar ao espanhol Luis De Guindos. De Guindos venceu esta corrida depois de a Irlanda ter retirado a sua candidatura, mostrando-se confiante no trabalho do ministro espanhol. “Fará um trabalho muito importante na Irlanda e na Europa no futuro”, garantiu o ministro irlandês da Despesa Pública, Paschal Donohoe.

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