Sindicato quer mais 250 por euros mês por novos horários na Autoeuropa

  • Lusa
  • 12 Janeiro 2018

O Site-Sul defende que o trabalho aos sábados deveria ser em regime de voluntariado e pago como trabalho extraordinário. O sindicato apresentou oito propostas para procurar facilitar as negociações.

O Site-Sul quer os sábados pagos como trabalho extraordinário e mais 250 euros por mês para os trabalhadores da Autoeuropa que aderirem ao novo horário de transição, refere um comunicado hoje divulgado pelo sindicato afeto à CGTP.

Estas reivindicações fazem parte de um conjunto de propostas apresentadas na passada terça-feira à administração da empresa pelo sindicato mais representativo na Autoeuropa, para ajudar a resolver o conflito laboral sobre os novos horários na fábrica de automóveis de Palmela.

Segundo o Sitesul, Sindicato dos Trabalhadores das Industrias Transformadoras, Energia e Atividades do Ambiente do Sul, “a administração tem agora a derradeira oportunidade de se aproximar de uma solução que permita a resolução do conflito”.

De acordo com o comunicado, na reunião da passada terça-feira, o sindicato apresentou à administração da Autoeuropa oito propostas, que, na opinião daquela estrutura sindical, poderiam criar condições para um acordo com a Comissão de Trabalhadores sobre os novos horários de produção.

Um trabalhador da Autoeuropa concentrado à entrada da fábrica de automóveis exibe um cartaz com as palavras “Em Luta – Não Vamos Engolir Este Horário!” durante a greve que decorreu em agosto.RUI MINDERICO/LUSA

Entre outras reivindicações, o sindicato defende que a Autoeuropa permita a adesão ao novo horário de transição, que deverá vigorar de finais de janeiro a julho deste ano, em regime de voluntariado, e reclama o pagamento do acréscimo de despesas com a guarda dos filhos dos trabalhadores que aderirem a este regime, mediante apresentação do respetivo comprovativo.

Outra reivindicação do sindicato é o “pagamento dos sábados como trabalho extraordinário, ou seja um acréscimo de 100% em relação ao valor da retribuição diária”, mais 250 euros mensais para todos os trabalhadores que aceitem praticar aquele horário de transição, por forma a “compensar a desorganização da vida familiar e pessoal”.

Além destas reivindicações, o Site-Sul defende “um aumento salarial mínimo de 50 euros”, com efeitos retroativos a setembro de 2017, para todos os trabalhadores, um aumento para 770 euros do salário A0, aplicável aos trabalhadores recém-admitidos, e um aumento, para 15 minutos, de todas as pausas no trabalho (atualmente estas pausas são de sete minutos), como forma de “prevenir o surgimento de doenças profissionais e contribuir para a melhoria da produtividade”.

O documento apresentado pelo sindicato à administração da Autoeuropa defende ainda que o “investimentos na fábrica deve continuar, nomeadamente numa nova linha de montagem, por forma a permitir uma melhor organização do tempo de trabalho de segunda a sexta-feira”.

Já depois de ter tomado conhecimento do conjunto de propostas do Site-Sul, a administração da Autoeuropa reuniu – quinta-feira -, com a Comissão de Trabalhadores, mas nem a empresa nem a Comissão de Trabalhadores se disponibilizaram a prestar qualquer esclarecimento sobre o encontro.

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