Grupo TAP deve entrar em terreno positivo este ano

A divisão de manutenção e engenharia vai continuar a pesar nas contas da TAP SGPS, mas o crescimento de 20% do negócio da aviação deverá ser suficiente para compensar.

O grupo TAP SGPS deverá fechar o ano com resultados positivos, interrompendo um ciclo de três anos consecutivos de prejuízos. Pelo menos, é essa a expectativa do presidente executivo da companhia aérea, Fernando Pinto, que justifica o crescimento com o “maior salto da história da empresa” no que toca ao crescimento do número de passageiros.

“Será uma grande novidade. Desde há muitos anos que temos o grupo com resultados negativos. Se tenho a certeza que vamos ter resultados positivo no grupo? Não sei responder mas, que tenho esperança, tenho. A expectativa é bastante alta“, disse Fernando Pinto, num encontro com jornalistas que decorreu esta tarde, na sede da TAP, em Lisboa.

A contribuir para este ano positivo está o aumento do tráfego da companhia aérea, que foi acompanhado por um aumento significativo da procura. Este ano, a TAP começou a operar 11 novas rotas e reforçou outras já existentes, aumentando a procura em 8%. Já o número de passageiros, antecipou Fernando Pinto, deverá ultrapassar os 14 milhões, o que será um recorde para a empresa e, a confirmar-se, representa um aumento de 20%. “É um crescimento nunca antes visto”, enfatizou Fernando Pinto, sublinhando ainda que este crescimento foi conseguido sem baixar a tarifa média.

" A esperança existe, podemos ter boas notícias para dar, embora tudo seja possível até ao final do ano.”

Fernando Pinto

TAP

A pesar nas contas está ainda a TAP Engenharia e Manutenção, a divisão do Brasil que continua a dar prejuízos ao grupo. O presidente executivo da TAP reconhece que “não é agora” que a empresa de manutenção vai alcançar o break-even, mas sublinha que a empresa está no caminho certo. “Não quero fazer a promessa, porque também ainda não acredito nela, de que 2018 é o ano em que haverá break-even. Mas estamos a chegar lá”, disse.

O negócio de aviação deverá ser suficiente para compensar o impacto negativo da manutenção e o grupo deverá, assim, regressar aos lucros e interromper o ciclo de vários anos consecutivos de resultados negativos. A TAP SGPS reportou prejuízos de 27,7 milhões de euros no ano passado, de 156 milhões em 2015 e de 85 milhões em 2014.

“O resultado do grupo depende muito de um bom resultado da empresa aérea e de um resultado não tão mau da TAP Engenharia e Manutenção. A esperança existe, podemos ter boas notícias para dar, embora tudo seja possível até ao final do ano”, ressalvou Fernando Pinto.

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