CGD vende Artlant à petroquímica tailandesa Indorama Ventures por 28 milhões

A Caixa Geral de Depósitos (CGD) vendeu a Artlant ao grupo petroquímico Indorama Ventures. A empresa tailandesa pagou 28 milhões de euros, sabe o ECO.

A Caixa Geral de Depósitos (CGD) vendeu a Artlant ao grupo petroquímico Indorama Ventures. Esta foi a empresa criada em 2006 pelos espanhóis da La Seda para o projeto petroquímico em Sines, cujo financiamento de cerca de 500 milhões de euros ficou por liquidar perante o banco público. A Indorama pagou 28 milhões ao banco liderado por Paulo Macedo, sabe o ECO. Segundo a tailandesa, o negócio deve estar concluído até ao final do ano.

“A Caixa congratula-se com o anúncio da aquisição dos ativos da Artlant, empresa química relevante na zona de Sines, por um líder mundial da indústria petroquímica.” É assim que a CGD reage à venda da Artlant à petroquímica tailandesa Indorama Ventures. “A Caixa nunca deixou de apoiar, durante os últimos anos em que a empresa passou por graves dificuldades, a continuação desta fábrica, bem como a manutenção de mais de uma centena de postos de trabalho diretos”, acrescenta num comunicado.

“A Caixa congratula-se com o anúncio da aquisição dos ativos da Artlant, empresa química relevante na zona de Sines, por um líder mundial da indústria petroquímica.

Caixa Geral de Depósitos

O valor da transação não foi revelado no comunicado, mas o ECO sabe que a empresa pagou 28 milhões ao banco estatal. Um valor bastante inferior aos créditos que ficaram por pagar. No entanto, quando foi declarada a insolvência da Artlant, o presidente da CGD garantiu que o banco tinha tudo provisionado. “A exposição à Artlant é zero”, referiu na altura Paulo Macedo.

A Artlant foi declarada insolvente pelo Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa no final de julho, dois anos depois de ter entrado em Processo Especial de Revitalização (PER). De acordo com uma lista provisória de credores da Artlant, publicada no portal Citius, a CGD tinha o maior valor de créditos reclamados: somavam 520.660.890,77 euros.

Empresa tailandesa quer crescer com Portugal

“A Indorama Ventures, um produtor químico global, vai comprar os ativos da Artlant”, lê-se no comunicado publicado pela petroquímica tailandesa. “A Artlant reforça o nosso negócio core e faz parte da nossa estratégia de integração vertical”, afirma o CEO do grupo, Aloke Lohia, que acrescenta que estão “confiantes de que a Artlant vai promover o crescimento do negócio do poliéster tanto em Portugal como no resto da Europa”.

A compra da Artlant, produtora de ácido tereftálico purificado, a matéria-prima utilizada para a produção de politereftalato de etileno, componente base no fabrico de embalagens de plástico para uso alimentar (como garrafas para bebidas), deverá ser fechada “no quarto trimestre deste ano”, segundo Aloke Lohia.

Além disso, a tailandesa Indorama vai também adquirir os ativos da fornecedora Artelia Ambiente, que tem uma capacidade de produção de 40.390 megawatts de eletricidade, vapor, água desmineralizada, tratamento de águas residuais e hidrogénio.

(Notícia atualizada às 11h37 com mais informação)

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