Orascom volta a estender prazo da proposta para salvar a Oi

Não há duas sem três: a operadora egípcia Orascom voltou a alargar o prazo de validade da proposta alternativa para salvar a Oi. Empresa brasileira tem até junho para decidir.

A Orascom estendeu mais uma vez o prazo de validade do plano alternativo de recuperação judicial da Oi. Mediante a nova data, a operadora tem até ao primeiro dia de junho para decidir se aceita ou não o plano proposto pela operadora egípcia em dezembro do ano passado, e que prevê uma angariação de até 1,2 mil milhões de euros em capital proveniente do Grupo Sawiris (onde se insere a Orascom) e da venda pública de ações da operadora.

Recorde-se que o plano inclui um investimento de 240 milhões de euros por parte do multimilionário Naguib Sawiris, o dono do grupo, para evitar a falência da maior operadora de telecomunicações do Brasil. No entanto, a Oi tem-se visto a braços com outras alternativas, nomeadamente a recuperação judicial em curso e, em dezembro, disse apenas que ia “analisar com cuidado” essa nova proposta.

O adiamento, comunicado esta terça-feira aos mercados, não é o primeiro. Nem sequer o segundo. O primeiro adiamento colocou a proposta a expirar a 28 de fevereiro deste ano. O segundo alargou o prazo para a última segunda-feira, 1 de maio. Agora, o terceiro adiamento coloca a proposta da Orascom a expirar a 1 de junho. Todas estas decisões foram “voluntárias”.

A Oi tem vindo a analisar tudo isto. Mas, ao mesmo tempo, o processo de recuperação continua. Numa das últimas novidades, a operadora teve luz verde para fazer ajustes ao plano principal, propondo um método pelo qual os obrigacionistas acabam por deter uma fatia de 38% da empresa, como o ECO já explicou aqui.

A Oi é detida em mais de 27% pela cotada portuguesa Pharol PHR 0,00% e acumula 17,6 mil milhões em dívidas a vários credores, incluindo a Anatel, o regulador brasileiro das telecomunicações.

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