Picuinhas? Este serviço dos correios é para si

Os CTT alargaram o serviço "CTT e-segue" a todos os clientes. Agora, qualquer pessoa pode definir os detalhes de uma encomenda: do dia e hora de entrega à catalogação de "frágil", entre outras opções.

Os CTT continuam a apostar em força no mercado das encomendas online. Depois de permitirem aos portugueses fazerem compras em sites norte-americanos que não enviam para Portugal, os correios possibilitam agora que qualquer cliente defina todos os pormenores no envio de uma encomenda: do dia à hora da entrega, do local de destino à recolha de um objeto na volta do correio, entre muitas outras possibilidades.

É que, a partir desta segunda-feira, a oferta do serviço “CTT e-segue” está disponível para todos os clientes ocasionais, individuais ou empresariais da empresa postal. Era, até aqui, um serviço exclusivo dos clientes contratuais. Com esta decisão, o remetente pode, numa Loja CTT, escolher esta solução e definir os detalhes da encomenda em três grandes grupos de opções: o prazo da entrega, o local da mesma e os extras.

Em relação ao prazo, tudo é flexível. Desde a urgência da entrega à possibilidade de alterar tudo mesmo depois de expedida a encomenda. Entregas aos sábados também passam a ser possíveis, bem como a estipulação de uma janela horária para a entrega ou contacto telefónico prévio. Quanto ao destinatário, e no caso de preferir não envolver uma morada direta, a encomenda pode ser remetida a um dos postos de recolha dos CTT. Seja uma loja da marca, um posto de correio ou uma loja PhoneHouse.

Nos extras, o serviço “CTT e-segue” permite várias tentativas de entrega, condições diferentes para pacotes frágeis e localização da encomenda em tempo real, no computador, no tablet ou no telemóvel. “A encomenda vai até onde estiver o cliente”, indicam os CTT num comunicado, que não indica quanto vai custar este serviço.

Encomendas amparam negócio dos CTT

Com o alargamento da oferta do serviço “CTT e-segue”, são já três as novidades da empresa no campo das encomendas Expresso, apresentadas nos últimos meses: há uma nova solução para facilitar compras em lojas estrangeiras (“CTT express2me”) e outra que permite recolher encomendas numa morada definida pelo cliente (“CTT Click&Ship”). O certo é que a notícia desta segunda-feira não é de estranhar. De todo.

A empresa liderada por Francisco de Lacerda assistiu a uma acentuada redução no tráfego de correio no último trimestre de 2016 — o que, a par com os custos do Banco CTT, penalizou os lucros da firma e 13,7%, de 72,1 milhões de euros em 2015 para 62,2 milhões de euros no conjunto dos trimestres do ano passado. Enquanto a empresa despachou 814,7 milhões de objetos de correio endereçado em 2015, em 2016 já só o fez com 780,2 milhões de objetos.

O ato de enviar uma carta está a ser substituído pelo de enviar um e-mail e até o Estado, um dos principais clientes dos correios, já se rendeu à tendência. Resumindo, não se adivinham dias fáceis para o setor da entrega de correio. No que toca a encomendas, é precisamente o contrário: compra-se mais na internet e há mais pacotes em circulação. Daí os CTT quererem jogar à bola neste campo.

A intenção é, aliás, assumida pela própria empresa no relatório de prestação de contas, submetido ao regulador dos mercados a 9 de março. Nele, os CTT referem que “o negócio de Expresso e Encomendas é um dos eixos que apresenta maior potencial de crescimento”, algo que a companhia explica com a “globalização” e o “dinamismo e crescimento do comércio online”.

Ainda assim, e embora os CTT se proponham a “desempenhar um papel relevante como catalisador do processo que se avizinha de digitalização da economia”, enfrenta a concorrência de outras empresas fortes no setor. Uma delas é a Chronopost, cujo presidente executivo assumiu em entrevista ao ECO querer liderar este mercado até ao final da década.

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