Paulo Macedo reavalia fecho de balcões da CGD

  • ECO
  • 20 Março 2017

Critério de escolha dos balcões a fechar não obedecerá a critérios apenas financeiros. Mas o número de agências a encerrar cai no mesmo intervalo do plano acordado com Bruxelas.

O plano que prevê o encerramento de quase duas centenas de balcões da Caixa Geral de Depósitos acordado com Bruxelas deverá sofrer alterações. De acordo com o Expresso (acesso pago), a nova administração do banco público decidiu reavaliar o plano, prevendo não alterar o número, mas a forma de seleção dos balcões a fechar portas que deverá deixar de obedecer apenas a critérios financeiros.

Em causa estão cerca de 180 balcões que deverão fechar portas até 2020, número em linha com aquilo que já tinha sido revelado por António Domingues ao Parlamento a 4 de janeiro deste ano. Na reavaliação deste corte de balcões, segundo apurou o Expresso, a administração da Caixa estabeleceu como “linha vermelha” manter-se em todos os concelhos onde o banco já se encontra, uma presença que pode no entanto não ser na sede do município.

Para além disso terá sido também tido em consideração as distâncias em relação às agências da CGD mais próximas, de forma a não criar grandes vazios, e ponderadas as condições de cada localidade, em termos de, por exemplo, facilidades de acesso ou redes viárias. Entre os cuidados considerados, incluir-se-á ainda a intenção de evitar o encerramento de agências em zonas onde não existem outros serviços bancários. Já aquelas zonas que ficam sem balcões, principalmente se se tratarem de áreas não urbanas, o objetivo da Caixa passa por manter sempre caixas automáticas.

O Expresso diz que confrontou a Caixa com estas informações, mas que não teve qualquer resposta. O mesmo feedback teve ainda a Lusa, que contudo teve uma resposta diferente por parte do Sindicado dos Trabalhadores do banco. O coordenador da entidade sindical confirmou que a reavaliação a lista de agências a fechar está a ser reavaliada pela CGD, acrescentando ainda que levará o tema a uma reunião com o PCP que acontece no Parlamento nesta terça-feira.

O coordenador da estrutura representativa dos trabalhadores, Jorge Canadelo, afirmou ainda à Lusa que tem sido difícil aceder à lista de balcões a fechar, apesar de estes já terem sido noticiados na imprensa, e a informação de que dispõe é de que está a haver uma “reavaliação da lista”, o que considera que estará ligado com a “movimentação da opinião pública e do poder político” nas últimas semanas a propósito deste tema.

O coordenador disse ainda que a CT tem estado em contacto com os trabalhadores dos balcões que têm sido indicados como podendo fechar e que em muitos casos têm alertado para a perda de negócio que o banco sofrerá caso opte por essa via, com vantagens “para os privados”.

Esta segunda-feira, também o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, defendeu que a Caixa Geral de Depósitos deve estar “presente em todo o território português em termos de concelhos” para que “as pessoas, a começar nos pensionistas, possam manter um mínimo de ligação”. Declarações transmitidas pela Sic Notícias, que foram feitas à margem da Exposição Heranças e Vivências Judaicas em Portugal.

O plano de reestruturação acordado com Bruxelas prevê que a CGD chegue a 2020 com um número de balcões entre 470 e 490, em comparação com os atuais 651. E está também previsto dispensar 2.200 pessoas, o que, segundo Paulo Macedo, o presidente executivo da Caixa, se fará, através de “pré-reformas e eventualmente rescisões por mútuo acordo”.

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