CGD: “É pública, mas não deixa de ser uma empresa”

  • ECO
  • 20 Março 2017

António Costa já reagiu à polémica sobre o encerramento dos balcões da Caixa. Garante a presença do banco público em todos os concelhos.

Quando anunciou os resultados de 2016, Paulo Macedo confirmou que o plano de reestruturação acordado com Bruxelas prevê que a CGD chegue a 2020 com um número de balcões entre 470 e 490, em comparação com os atuais 651.

O banco também já disse que a CGD prevê dispensar 2.200 pessoas, o que o presidente executivo disse que se fará, através de “pré-reformas e eventualmente rescisões por mútuo acordo”.

A polémica sobre a questão do encerramento dos balcões já entrou na esfera política, e quase todos os partidos com assento no Parlamento, incluindo o PS, já vieram pedir explicações ao Governo.

Confrontado com esta questão, António Costa disse esta segunda-feira estar “totalmente confortável com a decisão, se não não teríamos aprovado o plano de reestruturação da Caixa”.

O primeiro-ministro, em declarações transmitidas pela RTP 3, à saída de uma reunião com o Conselho Nacional das Ordens Profissionais acrescentou ainda que esse “plano de reestruturação garante a presença da Caixa em todo o país e em todos os concelhos”.

Mas ressalva que o “Governo não tem que se meter na vida da Caixa, na gestão do dia-a-dia. O Governo não estaria a cumprir bem a sua função se se substituísse à gestão da Caixa no dia-a-dia, tal como não estaria se o fizesse na RTP”.

António Costa terminou dizendo que a “nova administração [de Paulo Macedo] assegura gestão profissional da Caixa”.

Questionado sobre a situação do Montepio, António Costa fugiu às perguntas e limitou-se a dizer que no seu Governo “não falamos sobre os problemas, resolvemos”.

À saída da reunião do Eurogrupo, o ministro das Finanças também foi questionado sobre a situação da Caixa e disse ser “claro que a dimensão espacial é importante, mas estou seguro que todos os portugueses terão acesso aos serviços da Caixa”.

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