Altice Labs fecha parceria com Ericsson para acelerar 5G

Memorando de entendimento deverá acelerar o desenvolvimento da rede 5G, que representa uma mudança de paradigma e garante a exportação de tecnologia portuguesa para o mundo.

A Altice Labs e a Ericsson Telecomunicações assinaram esta sexta-feira, em Aveiro, um memorando de entendimento, um acordo para uma parceria de desenvolvimento e aceleração de 5G. O acordo é assinado no dia em que a Altice Labs comemora o primeiro aniversário. A ideia é desenvolver projetos ligados a arquiteturas de redes virtuais de software e sistemas de acesso para redes 5G e futuras evoluções.

Os primeiros protótipos e experiências, adiantou Alcino Lavrador, diretor geral da Atice Labs, deverão começar a ser testados em 2020. “Com 5G, um operador passa a ter uma rede, uma malha de mini data centers. E o número vai depender da estratégia que cada operador adotar”, garantiu Alcino Lavrador, adiantando que tudo o que for chamado de 5G antes de 2020 “não o será, provavelmente”.

"O 5G envolve um esforço muito grande porque se trata de uma disrupção face às estruturas de rede existentes.”

Alcino Lavrador

Diretor geral Altice Labs

O acordo vem materializar a vontade de as duas entidades trabalharem juntas no desenvolvimento e promoção de adoção de tecnologias 5G, através de atividades de I&D conjuntas, debates de ideias, pilotos e demonstrações de equipamentos e aplicações 5G. De acordo com o responsável, a rede em desenvolvimento será compatível com 3G e 4G “e conseguirá ser uma rede automática sem precisar do ser humano para a ajustar”.

Para Michel Combes, CEO do grupo Altice, Portugal “é uma estrela” no desenvolvimento deste tipo de tecnologias. A ideia é que, através deste memorando, a tecnologia portuguesa seja também exportada para operações dentro do ecossistema Altice, em países como EUA, França, Israel, República Dominicana e Martinica, e também fora, para mercados como Índia, Rússia e Brasil, avança a PT em comunicado. Criada há um ano, a Altice Labs é responsável pela tecnologia que garante a implementação da rede de fibra ótica da Altice no mundo. A instituição tem desenvolvido também projetos na área da Internet of Things ligados, por exemplo, à gestão inteligente das cidades ou à melhoria da prestação de cuidados de saúde dos cidadãos.

“O elemento verdadeiramente diferenciador da Altice Labs é a sua metodologia de inovação. Ter boas ideias é relativamente fácil. Difícil é pensar a inovação de forma sistemática e isso a Altice Labs fá-lo de tal forma eficiente e eficaz, ao ponto de ser desafiada um pouco por todo o mundo ao desenvolvimento de soluções de hardware para infraestruturas de telecomunicações, cujo impacto nos mercados locais, quer ao nível operacional, quer financeiro e de negócio, é completamente estruturante”, assinala Alexandre Fonseca, CTO da PT.

Até 2018, e por normativas europeias, testes com 5G serão mandatórios para os operadores e, em 2020, cada país terá uma cidade em 5G. “Espero que seja Aveiro. Achamos que Aveiro, por todas as razões, pode ser um embrião muito grande”, referiu Pedro Queirós, da Ericsson Portugal. Cinco anos depois, em 2025, os planos são para que as principais cidades europeias já funcionem com tecnologia 5G. “5G é o próximo passo em termos de tecnologia. Garante velocidades maiores, inteligência maior e uma latência — tempo de resposta — menor”, explicou o responsável na conferência de imprensa, esta manhã.

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