Além dos carros, a Brisa vai acelerar startups

  • ECO
  • 15 Fevereiro 2017

A Brisa desafiou os alunos do The Lisbon MBA e do Instituto Superior Técnico a sugerirem ideias para startups que aumentem a utilização da Via Verde.

O Lisbon Entrepreneurship Club, a Associação de Empreendedorismo do The Lisbon MBA, vai apresentar o LECathon, um programa de aceleração que pretende dar resposta ao desafio que a Brisa apresentou aos alunos: criação de startups que potenciam a utilização da Via Verde.

O objetivo é dar-lhes meios para desenvolverem as ideias com que surjam para promoverem nos condutores uma maior adesão ao sistema de circulação rodoviária. O projeto vai começar com um Hackathon — uma maratona de programação onde se discutem novas ideias e projetos a desenvolver — a 18 e 19 de fevereiro, na Universidade Nova de Lisboa. O evento vai reunir alunos atuais e antigos do The Lisbon MBA — uma parceria que engloba alunos da Nova e da Universidade Católica — e do Instituto Superior Técnico (IST), outro dos membros da iniciativa.

O LECathon vai incluir três componentes principais: a primeira será o hackathon, onde as equipas vão passar dois dias a desenvolver as suas ideias e protótipos, com o apoio dos mentores Tim Vieira (SharkTank) e Stewart Noakes (TechHub), entre vários empreendedores. No final, apresentarão as suas ideias a um júri composto por elementos da Brisa, do The Lisbon MBA e do Técnico.

Ao juntar os alunos das diversas escolas, o programa pretende reunir jovens empreendedores com competências de negócio e técnicas para ajudarem a Brisa a inovar na área de mobilidade, através da criação de novas startups.

Para Jaime Parodi, um dos responsáveis do Clube de Empreendedorismo do The Lisbon MBA, embora seja “divertido” começar um negócio do zero, também pode ser “extremamente difícil”: “E, por vezes, é de dar em doido. Mas também o é qualquer outra coisa que ofereça o mesmo nível de entusiasmo e realização pessoal”, disse ao ECO.

Por isso, ele e a restante organização acreditam que a componente das relações internacionais inerente ao The Lisbon MBA oferece a possibilidade da criação de uma “comunidade forte, não só a nível de empreendedores bem-sucedidos como também de outros profissionais que tenham sido bem-sucedidos no mundo dos negócios”.

“E, através de iniciativas como esta, todos podem fazer contactos entre si, criar algo juntos. Neste caso particular, damos um passo em frente para oferecermos aos alunos atuais e aos alumni da Nova e da Católica a possibilidade de trabalharem e terem como mentores o seu primeiro cliente do projeto, a própria Brisa”, disse Parodi.

A Brisa, por seu lado, definiu o projeto como uma prioridade. “A inovação e o empreendedorismo estão no topo da agenda da Brisa, com um forte enfoque nas aplicações das tecnologias de informação e digitais ao setor da mobilidade“. Segundo o diretor de comunicação da empresa, Franco Caruso, “o LECathon é uma iniciativa de incubação e de aceleração de ideias e de novos negócios. A nossa experiência de parceria com o The Lisbon MBA e o IST vem reforçar as nossas expectativas em relação ao LECathon”.

As equipas vencedoras desta primeira fase do LECayhon vão depois ter entre oito a dez semanas para “acelerarem” os seus produtos, contando com a Brisa como seu parceiro de desenvolvimento e primeiro cliente. No final deste programa, a empresa irá vai escolher um vencedor que ganhará uma semana numa Incubadora Europeia de renome. O objetivo é que a equipa vencedora possa desenvolver o seu protótipo e preparar o lançamento do seu produto e serviço.

(Notícia atualizada com declarações da Brisa)

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