Capital de risco: bloqueio ultrapassado. Linha de 220 milhões chega ao terreno

São 25 entidades que vão aceder aos 220 milhões de euros da linha de capital de risco lançada em maio do ano passado. Indústria 4.0 e tecnologias de informação são dos setores mais procurados.

A Instituição Financeira de Desenvolvimento, mais conhecida por banco de fomento, publicou esta manhã, os resultados do concurso lançado em maio para as capitais de riscos e que tinha sido alvo de contestação por parte de alguns dos concorrentes, tal como o ECO avançou. Em causa está uma linha de financiamento de 220 milhões de euros que chega agora à economia através de 25 entidades.

De acordo com a instituição, liderada por José Fernando de Figueiredo, ao concurso apresentaram-se 26 entidades e apenas uma acabou por ser excluída. Contudo, a “procura total de fundos pelos concorrentes nos vários Programas Operacionais foi de cerca de 196 milhões de euros, ou seja, cerca de duas vezes superior à dotação disponível que ascendia a 98,29 milhões de euros”. Ou seja, os projetos acabam por ter um financiamento inferior àquele que desejariam.

A procura total de fundos pelos concorrentes nos vários Programas Operacionais foi de cerca de 196 milhões de euros, ou seja, cerca de duas vezes superior à dotação disponível que ascendia a 98,29 milhões de euros.

Instituição Financeira de Desenvolvimento

As entidades selecionadas estão listadas no VortalGov, mas o relatório com a lista ordenada dos concorrentes aceites ao concurso e a respetiva proposta de atribuição de verbas de cofinanciamento só é acessível aos participantes. Participantes esses que contam com uma entidade estrangeira e 24 nacionais. O site da IFD revela ainda que entre os escolhidos estão dez novos operadores no mercado português e sete são entidades a grupos empresariais.

Segundo o Governo, num comunicado enviado pelo Ministério da Economia, e citado pela Lusa, os setores mais procurados incluem áreas como as tecnologias da informação, a Indústria 4.0, a biotecnologia, a farmacêutica, a eficiência energética, a robótica e a eletrónica, a economia circular e as indústrias criativas. “A grande procura registada, mais uma vez, confirma que existe confiança para investir em Portugal”, adianta, informando ainda que vai “avaliar a possibilidade” de abrir um novo concurso de cofinanciamento de fundos de capital de risco.

. Até ao final de 2016, a instituição potenciou mil milhões de euros. Os 30 milhões para os Business Angels; 40 milhões numa linha de capital reversível, um projeto piloto só para o Norte; e mil milhões de euros na linha de crédito com garantia mútua para investimento e fundo de maneio e que funciona em complementaridade com a nova Linha de Crédito Capitalizar, lançada a 16 de janeiro.

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