Governo anuncia estudos para mais três linhas no Metro do Porto

  • ECO e Lusa
  • 7 Fevereiro 2017

Matos Fernandes, ministro do Ambiente, fez o anúncio dos estudos técnicos para mais três linhas durante a apresentação da linha rosa e extensão da linha amarela.

O ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes anunciou esta terça-feira que o Governo vai avançar com estudos técnicos para expandir a rede do Metro do Porto a três novas linhas: Gondomar, Maia e Gaia.

A garantia do ministro foi dada no dia em que foram anunciadas as ligações entre a Casa da Música e São Bento (linha rosa), no Porto, e Santo Ovídeo a Vila D’Este (linha amarela), em Gaia, as próximas a construir no âmbito da expansão da rede do Metro do Porto e cujos concursos públicos deverão ser lançados em maio de 2018, estando prevista a sua conclusão para 2021. Um investimento que rondará os 287 milhões de euros, e será feito pelo Governo ao abrigo do programa Junker.

Sobre os novos estudos a realizar, mas que não têm garantia de financiamento, Matos Fernandes referiu que serão efetuados para uma nova ligação a Gondomar, que ligará o Estádio do Dragão (Porto), por Contumil, até ao centro daquele município, para uma ligação entre o polo universitário da Asprela, junto ao Hospital de S. João (Porto), e a Maia, e uma terceira que ligará a Casa da Música (Porto) até às Devesas (em Gaia), “com uma ponte”.

“É da maior importância garantir, num futuro mais próximo possível, toda a coesão territorial com os concelhos a norte e a nascente da cidade do Porto, e uma segunda ligação a Gaia, concelho densamente povoado”, referiu Matos Fernandes, salientando que no âmbito deste quadro comunitário de apoio (2014-2020) “não será possível” encontrar financiamento.

“No âmbito deste quadro comunitário de apoio não será possível [encontrar financiamento para estas três linhas], só será possível num futuro pacote financeiro integrado noutro quadro comunitário de apoio”, disse, acrescentando acreditar que tal será “possível”.

"No âmbito deste quadro comunitário de apoio não será possível [encontrar financiamento para estas três linhas], só será possível num futuro pacote financeiro integrado noutro quadro comunitário de apoio”

João Pedro Matos Fernandes

Ministro do Ambiente

Matos Fernandes reafirmou considerar “errado” não se prever a expansão das redes dos metros do Porto e de Lisboa neste quadro comunitário de apoio, uma vez que “outros países da Europa têm projetos como estes a serem financiados”.

O ministro do Ambiente adiantou também que os estudos efetuados, agora no âmbito da expansão da rede do metro do Porto, demonstraram que a ligação ISMAI (Maia) – Trofa não é rentável, pelo que o Governo “está a estudar uma solução” de mobilidade que garanta a ligação à Trofa.

“Porque sabemos e reconhecemos a injustiça cometida com o retirar do canal de comboio na Trofa, estamos a estudar uma solução que garanta a integridade daquele público como canal público para a mobilidade”, disse, acrescentando tratar-se de “um estudo de transporte que não inclua o modo ferroviário mas que garanta a solução, que será construída e desenhada com a Câmara da Trofa”.

Ainda sobre as novas ligações hoje anunciadas como as próximas a construir no âmbito da expansão da rede do Metro do Porto, Matos Fernandes considerou serem aquelas “que fazem mais sentido e geram maior procura”.

O ministro destacou ainda que, “das novas estações integradas nestas linhas”, o metro vai servir o Centro Materno-Infantil e o Hospital de Santo António, no Porto, e o Hospital Santos Silva, em Gaia, “três polos geradores de grande tráfego”.

“Dentro deste Governo, a política do transporte ganha uma dimensão muito expressiva e isso só é possível com o regresso dos investimentos”, sublinhou.

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