Web Summit leva dormidas para máximos de 2015

Com 1,1 milhões de hóspedes que se traduziram em 2,9 milhões de dormidas, novembro foi um mês recorde no que toca ao turismo. E a "culpa" foi da Web Summit.

Novembro de 2016 foi um ano particularmente bom para o turismo português, com os estabelecimentos hoteleiros a registaram um crescimento homólogo de hóspedes na ordem 12,6% e de dormidas de 14,7%. A Web Summit foi o evento apontado como espoletador deste máximo de um ano.

Segundo o relatório da atividade turística publicado hoje pelo Instituto Nacional de Estatística, as unidades hoteleiras receberam 1,1 milhões de hóspedes que se traduziram em 2,9 milhões de dormidas. A taxa de ocupação fixou-se nos 34,8%, contando com um aumento de 3,8% relativamente ao mês anterior.

As dormidas aumentaram em todas as regiões, principalmente nos Açores (+25%) e no Algarve (+19,5%). Ainda assim, a região com mais dormidas continuou a ser Lisboa, tendo recebido 31,1% dos turistas durante este período. Em relação às dormidas na capital, o INE sublinha que o aumento de dormidas de não-residentes foi o maior desde fevereiro de 2015.

No período decorrente entre janeiro e novembro de 2016, o valor das dormidas sofreu um aumento de 9,5% em relação ao período homologo, tendo sido a Região Autónoma dos Açores a contribuir maioritariamente para este — as dormidas neste sofreram um aumento de 21,9%. Os hóspedes também aumentaram cerca de 10% no ano que passou.

Os principais países a contribuírem para esta subida expressiva foram o Reino Unido, com uma quota de 19,2% das dormidas de não residentes, e a Alemanha, com 16,8% das dormidas, seguindo-se a Espanha (8,2%) e a França (7,7%). Houve um país que surpreendeu os analistas e registou um crescimento de 94,7% – o Brasil.

 

Relativamente às unidades preferidas dos turistas, foram os hotéis de quatro estrelas os que contaram com um crescimento mais expressivo (+21,9%), tendo recebido mais hospedes. As pousadas e os hotéis-apartamentos também registaram uma subida considerável, rondando os 20%. O valor das estadias médias também aumentou, tendo-se posicionado nas 2,56 noites (+1,9%).

Ainda assim, a procura interna desacelerou ligeiramente, com cerca de menos 10% dos residentes a procurarem dormidas em unidades hoteleiras.

Notícia atualizada às 18h10 com a informação do período entre janeiro e novembro.

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