Fosun vai ao aumento de capital para chegar aos 30%

Chineses da Fosun já se comprometeram a subscrever ações provenientes do aumento de capital para atingir os 30% do capital do BCP, operação que deverá implicar um investimento entre 400 e 530 milhões.

A Fosun já se comprometeu, junto do BCP, a subscrever um número de ações suficientes para passar a deter 30% do capital do banco português, face aos 16,67% que detém atualmente. O reforço na estrutura acionista deverá exigir um investimento entre os 400 milhões e os 530 milhões de euros, mas o montante final a investir pelo grupo chinês dependerá da corrida ao aumento de capital de 1.300 milhões de euros anunciado esta segunda-feira pela instituição liderada por Nuno Amado.

No comunicado enviado pelo BCP ao mercado é indicado que a Fosun “apresentou já uma ordem irrevogável de subscrição antecipada de um número de ações que, caso seja integralmente satisfeita, lhe permita passar a deter 30% do capital social do BCP após a oferta”. Uma participação que será alcançada “através do exercício dos direitos de subscrição inerentes às ações por si presentemente detidas e, adicionalmente, de ordem de subscrição adicional e/ou do potencial exercício de outros direitos de subscrição que possa vir a adquirir”, informou ainda o banco.

"A Fosun apresentou já uma ordem irrevogável de subscrição antecipada de um número de ações que, caso seja integralmente satisfeita, lhe permita passar a deter 30% do capital social do BCP após a oferta.”

BCP

CMVM

O protagonismo que os chineses vierem a assumir no aumento de capital dependerá sempre da procura do mercado pelos novos títulos que vão ser emitidos. Para chegar aos 30%, a Fosun terá sempre de absorver 40% do aumento de capital, o que deverá representar um investimento entre os 400 milhões e os 530 milhões. Mas, se a procura for intensa, então a Fosun terá de abrir os cordões à bolsa para garantir o número de ações necessárias para atingir essa posição de referência no BCP.

A ordem dada pela Fosun é irrevogável. E só pode ser retirada em caso de “verificação de determinadas circunstâncias de alteração relevante desfavorável” que levem o sindicato bancário a cessar o acordo que garante que ficarão com os títulos que sobrarem do aumento de capital.

O BCP vai avançar com um aumento de capital de 1.300 milhões de euros. Esta operação vai arrancar a 19 de janeiro, sendo que os títulos do banco liderado por Nuno Amado vão ser vendidos com um desconto de 38,6%, o que deverá colocar pressão nas ações nas próximas sessões.

No total, o BCP vai emitir mais de 14 mil milhões de novas ações, com o preço de subscrição fixado em 0,094 por cada ação, informou o banco em comunicado ao mercado. “O preço de subscrição representa um desconto de aproximadamente 38,6% face ao preço teórico ajustado ex-rights calculado com base no preço de fecho das ações do BCP” desta segunda-feira, refere o documento divulgado na CMVM.

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